08/11/2016
por Douglas Vasquez
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Foto: Waferboard

Minha mãe me ensinou a ler e escrever aos 6 anos de idade, um pouco antes do meu primeiro ano escolar, lá por volta dos anos 2000 e 2001. Desde que eu li o meu primeiro livro sozinho, uma edição ilustrada de Chapeuzinho Vermelho que faz parte de uma coleção de livros infantis que a minha avó me dava semanalmente, incentivando o meu leitor interior; é que eu coloquei na minha cabeça que quero escrever um livro. Com os anos isso não mudou, na verdade, apenas aumentou de um para vários livros. Eu quero ser escritor.

Embora que já tenha de fato escrito um livro aos 14 anos, no último ano do ensino fundamental, contando uma história completamente sem estrutura sobre os meus amigos no melhor estilo Gossip Girl (já era fã naquela época, aliás) com direito à sequestros e amores roubados: eu finjo que esse livro não existe. Eu imprimi uma dezena de cópias dele e distribui para alguns amigos alguns anos depois, todo orgulhoso da história que havia contado e mesmo que alguns deles tenham encontrado potencial para uma boa lapidada na história, caso eu queira reescreve-la (estou olhando para você, Jess), eu acho que ainda não é a hora.

Dentro deste período de tempo, dos 14 aos 21 anos, eu já comecei a escrever muita coisa e já abandonei a maior parte também. Eu tenho um pequeno (?) problema de me auto-sabotar em diversas coisas e uma dela é a escrita, e por isso, muitos rascunhos de prólogos e primeiros capítulos estão devidamente guardados em gavetas na minha casa. Uma coisa que não é surpresa para nenhum de vocês, é que eu consumo muito conteúdo voltado para o romance, e livros YA estão sempre no topo das minhas listas de favoritos anualmente. Então é natural que este seja o gênero que eu sempre me inclino na hora de começar a desenvolver uma história, mas a verdade, é que eu já rascunhei muitas histórias de suspense e fantasia — culpo Sidney Sheldon e J.K. Rowling por isso, e não estou reclamando.

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Existe uma história, que eu já espalhei pra todo mundo como será (sou ansioso, desclp) e pretendo um dia colocá-la em prática que já tenho uma ideia e inclusive, tenho alguns capítulos prontos, embora fora de ordem cronológica. Esse romance eu sei o caminho que toma, o que os personagens irão fazer e a lição que cada um aprende ao chegar no final, mas ela ainda não está pronta para ser contada. E eu não tenho pressa em contá-la, quero desenvolver o plot e escrever os capítulos da melho maneira possível, sem apressar nada. Taking my time.

Mas é novembro e o National Novel Writing Month (NaNoWriMo) bateu em minha porta, como em todos os anos. Há 1 ano atrás eu comecei a publicar uma história no Wattpad, mas antes de você correr até lá para procurar saiba que estou usando um pseudônimo exatamente para não ser encontrado (ainda). Apesar de todo esse tempo na plataforma, o livro tem poucos capítulos até agora, e é aí que a maratona entra em ação.

Eu sempre estou à procura de dicas de escrita e após muita pesquisa e muita leitura cheguei à conclusão óbvia de que: cada escritor/autor escreve de uma forma diferente. É claro que existem técnicas e detalhes que você deve levar em conta quando está escrevendo um livro, mas até agora, cada autor usa o método que o ajuda da melhor forma. Escrever uma sinopse para cada capítulo? Já tentei. Criar tópicos para determinar os acontecimentos da história? Já tentei (e ajudou, actually). Escrever fichas e mais fichas para personagens e capítulos? Não deu certo.

The struggle com esse romance que estou escrevendo no Wattpad é: eu sei o clímax da história, mas não sei o que fazer para chegar até lá. Eu sei que também quero deixar uma brecha para possíveis continuações, caso eu esteja sentindo vontade de dar novamente vida aos personagens e levá-los à outros lugares, na minha melhor concepção de inspiração da Rainbow Rowell.

Nos três primeiros dias da maratona eu escrevi 5 mil palavras, totalizando cerca de 7,375 mil palavras até agora. A minha meta no NaNo é 50K, mesmo que talvez isso não seja suficiente para finalizar um livro YA. Depois de escrever um capítulo onde pela primeira vez desde que comecei a escrever a história, onde o meu personagem principal tomou conta da narrativa. É estranho dizer, mas depois de sentar em uma posição confortável, colocar a minha playlist de escrita e enrolar, cantando as minhas músicas favoritas, o meu personagem principal levou a história para onde ele gostaria. E aí a torneirinha fechou. O que fazer?

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Apesar de não planejar compartilhar em nenhum lugar o link para o livro no Wattpad (ele já passa da primeira centena de leituras mesmo sem divulgação qualquer), eu vou trazer para vocês o processo da escrita. Ainda não sei a frequência ou como será (desculpem pelo post longo), mas trarei updates, para de alguma forma limpar da minha mente toda a culpa pelo bloqueio e quem sabe ajudar de alguma maneira para que a minha escrita flua de novo.

Se você tem alguma dica, história para compartilhar ou simplesmente uma palavrinha de encorajamento, escreva nos comentários! Eu vou adorar ler e podem ter certeza que vai me incentivar muito.

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