02/07/2015
por Douglas Vasquez
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Entendi que a vida é como uma montanha-russa. Há os altos, há os baixos, há os momentos de tensão e os momentos de adrenalina que você juraria de pé junto que jamais viveria. Mas (sobre)vive para contar história.

Nesse meio tempo, conhecemos incontáveis pessoas. Algumas ficam (e tão importantes se tornam) de corpo presente ou não. Outras partem e você nem se importa em dizer adeus. É como um dia num parque de diversões lotado: existe todo o tipo de gente. E por mais diferentes, são todos iguais.

É a lei natural da vida, nós crescemos e evoluímos. Aquele amigo que você tinha há dez anos talvez hoje se torne uma mera lembrança que você sorri quando encontra na rua enquanto vai tomar sorvete, casualmente e raras as vezes. Aqueles que juramos amar eternamente te abandona sem mais nem menos. As pessoas são levadas por momentos. Fases.

Quando o carrinho da monta-russa está a toda velocidade você grita, ri e chora. Num sentido bom. Esse momento que você compartilha com aquelas pessoas é único e você acredita que será assim pra sempre, mas não. De repente a curva muda. Assim, abruptamente e te pega de surpresa e aquelas pessoas que riam com você agora experimentam uma sensação ruim na boca do estômago e você já não é mais “tudo aquilo” para elas.

Aí o carrinho desce e seus sentimentos vão junto, você sente que nada será mais o mesmo – e realmente, não será! Quando vê a subida logo a sua frente, você se prepara, coloca a armadura e segura firme. Quando chega no topo, pode ser que o desconhecido ao seu lado no carrinho não seja mais tão desconhecido assim e vocês descem a toda velocidade juntos.

(Texto escrito em Fevereiro de 2014)
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