29/09/2014
por Douglas Vasquez
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Era uma vez uma princesa… Você já deve ter ouvido essa introdução algumas vezes, nas histórias que amava quando criança. Mas essa princesa sou eu. Quer dizer, é assim que eu fiquei conhecida. Só que minha vida não é nada romântica como são os contos de fada. Muito pelo contrário. Reinos distantes? Linhagem real? Sequestro? Uma bruxa vingativa? Para mim isso tudo só existia nos livros. Meu cotidiano era normal. Tá, quase normal. Vivia com meus (superprotetores) tios, era boa aluna, tinha grandes amigas. Até que de uma hora pra outra, tudo mudou. Imagina acordar um dia e descobrir que o mundo que você achava que era real, nada mais é do que um sonho. E se todas as pessoas que você conheceu na vida simplesmente fossem uma invenção e, ao despertar, percebesse que não sabe onde mora, que nunca viu quem está do seu lado, e, especialmente, que não tem a menor ideia de onde foi parar o amor da sua vida. Se alguma vez passar por isso, saiba que você não é a única. Eu não conheço a sua história, mas a minha é mais ou menos assim…

“Era uma vez uma princesa…” é assim que a releitura de “A Bela Adormecida” feita por Paula Pimenta começa. Este foi o primeiro contato que eu tive com a escrita da autora, apesar de já conhecer seus outros livros, e me surpreendi com a leveza que a história é contada.

De cara, já me apaixonei pela capa, acredito tenha sido ilustrada com aquarela que eu acho incrível e reflete bem o que acontece na história. A diagramação é leve (mais uma vez :p) e o design visual capta bastante a atenção.

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O livro conta a história da Princesa Áurea Bellora e apesar de ser uma releitura do famoso clássico, não segue realmente à risca a história secular. Áurea foi vítima de um sequestro quando ainda bebê em forma de vingança, pela mulher que foi apaixonada pelo seu pai e graças à um garotinho foi salva. Com a promessa de que voltaria para matá-la quando fizesse dezoito anos, a família se viu obrigada a tirá-la do reino em que morava (sim, eles moram em um pequeno país onde sangue real ainda existe) e trouxeram-a para o Brasil.

Com a falsa morte, Áurea passou a se chamar Rosa e agora vive com seus tios. A partir dos cinco anos, a sua vida virou outra e aquele conto de fadas se tornou apenas uma história que lhe era contada antes de dormir. Mesmo assim, sua vida não era tão comum, com a extrema proteção de seus tios, Rosa começou a estudar em um internato (depois de tanta insistência) e nunca chegou a ter contato com um garoto. Nem mesmo saía para passear com as amigas.

Tudo começa a mudar em seu aniversário de dezesseis anos. Pela primeira vez, é convencida por suas amigas a mentir para seus tios e sair para comprar um vestido no shopping. O que Rosa não esperava era que o passeio terminasse de uma outra forma, dançando na balada, onde ela conheceu a famosa “DJ Cinderela” (que tem uma breve história à lá conto de fadas também) e confessou desejar um amor verdadeiro. Sem se importar muito, deixou com ela o número de seu celular.

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Depois de alguns conflitos com seus tios superprotetores que acabam cedendo, Rosa começa a receber mensagens sms de um garoto que não conhece. Será que ele é confiável? É o que ela se pergunta em um primeiro momento, mas ao longo que a história flui, ela se vê apaixonada pela primeira vez e o caminho pode levá-la ao seu tão evitado destino. Aquele romance clichê: Ela se apaixona pelo garoto bonito, acaba caindo nas garras da temível bruxa, mas no final tudo acaba bem (e ó, mesmo a identidade do garoto sendo previsível, me deixou com um frio na barriga!).

Algumas vezes eu me perguntei se realmente estava gostando da narrativa do livro, por alguma razão, o texto era infantilizado demais. Chegava a ser cômico. Mas no geral, a história é legal, tem várias interações via sms, ilustrações de matérias no jornal, convites e tudo que um livro infanto-juvenil tem direito. E mesmo assim, me deixou com vontade de ler outras obras da autora.

Ah, vale comentar que a Áurea/Rosa tem muitos dons artísticos e em um determinado momento canta a música super fofinha “Rainbow”, da Colbie Caillat, que complementa a história da personagem. Você pode ouvir aqui.

O livro é lindo e a Galera Record merece palmas pelo capricho, já vale a pena só de tê-lo na estante! Mas não morri de amores como esperava que fosse e olha que releituras dessas histórias me deixam super apaixonado. Acredito que fãs da Bruna Vieira vão adorar o livro e muitas garotas pré-adolescentes.

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