08/01/2015
por Douglas Vasquez
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Editora: Novo Século | Edição, 2014 | ISBN: 978-85-428-0125-5 | 325 Páginas

Comprei o livro quando estava voltando de uma viagem que fiz à São Paulo em Setembro, demorei um pouco para conseguir fluir com esse livro, confesso. “Eleanor & Park” é o livro mais vendido de Rainbow Rowell e trás consigo uma bela reputação. Apesar de entender a profundeza da história que também term um lado doce, não compreendo o motivo de tanto clamor à ele.

“A gente acha que abraçar uma pessoa com força vai trazê-la mais para perto. Pensamos que, se a abraçarmos com muita força, vamos senti-la, incorporada em nós, quando estivermos longe.”

O livro conta a história de amor entre Eleanor, uma garota estereotipada – ruiva, gorda e com uma personalidade super forte – e Park, o comum boy-next-door – ocidental, fã de HQs e pasmem: lutador de artes marciais. Por um toque do destino, Eleanor chega transferida de uma nova escola e é “forçada” a sentar-se ao lado de Park no banco do ônibus escolar. O garoto lê gibis durante o percurso e Eleanor lê sobre seus ombros. Mas não é assim que a comunicação começa, como símbolo da capa do livro, Park divide com Eleanor música. A história é ambientada nos anos 90  e trás consigo várias referências da década.

“Eleanor tinha razão. Não tinha boa aparência. Ela era como uma obra de arte, e arte não deve ter boa aparência, mas sim fazer a gente sentir alguma coisa.”

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Perdidamente apaixonado, Park luta para manter o equilíbrio de sua reputação na escola e a aceitação dos pais com a aparência excêntrica de Eleanor. Ele vive em uma família comum, em uma casa comum, porém é um filho mais velho bastante inseguro e adquire confiança durante seu relacionamento com Eleanor.

“Sempre que via Eleanor, ele não conseguia mais pensar em se afastar. Não conseguia pensar em mais nada. A não ser tocá-la. A não ser fazer qualquer coisa que pudesse ou tivesse de fazer para vê-la feliz.”

Eleanor por sua vez, volta para casa do padrasto – que a expulsou alguns anos atrás e a obrigou a morar com os vizinhos -, onde sua mãe (divorciada) mora com seus irmãos mais novos. Richie é um cara abusivo e nunca está num bom dia, ela faz de tudo para manter-se fora de seu campo de vista, mas como é de se esperar, algumas vezes não consegue.

“Se ela tinha saudade? Queria perder-se dentro dele. Amarrar os braços dele em torno dela feito um torniquete. Se lhe mostrasse o quanto precisava dele, ele sairia correndo.”

O livro é narrado do ponto de vistas de ambos, num mesmo capítulo, alternando os lados e tornando a história mais dinâmica e engraçada. A atmosfera que ao mesmo tempo é relaxada em certos momentos é também bastante pesada, tratando de temas como abuso, bullying, auto-aceitação e a procura pela maturidade.

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O livro é ótimo, não quis dizer no começo que o achava ruim. É relativamente menor do que Fangirl, o segundo livro da autora publicado pela Novo Século. O final fica tão no ar que é decepcionante por um momento, mas assim que se respira um pouco e para pra pensar sobre, é bastante compreensível se não esperado desde o início. O livro tem várias quotes legais e embora eu gostaria de colocar todas nesse post, vocês deviam ler por si mesmos, recomendo!

“Você salvou a minha vida, ela tentou dizer a ele. Não para sempre, e não de forma completa. Provavelmente apenas temporariamente. Mas você salvou a minha vida, e agora eu sou sua. A versão de mim que existe agora é sua. Para sempre.”

Já posso dizer que virei fã da autora (que favoritou meu tweet sobre Fangirl) e estou ansioso pelos próximos lançamentos que a Novo Século está preparando! Vem Attachments/Landline!

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