09/02/2015
por Douglas Vasquez
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Esse livro chegou como quem não queria nada e se tornou muito importante pra mim. Sendo assim, vou escrever essa resenha de uma maneira diferente; a maneira do livro.

“Querida Ava Dellaira,

Não dei muita bola para o seu livro quando o vi pela primeira vez. Mas é sempre assim, algumas coisas eu não gosto muito de cara, sabe? Ainda assim, achei a capa linda e bem sensível até. Folheei o livro uma vez e vi que tinha uma carta endereçada à Amy Winehouse, logo presumi que eram cartas de diferentes pessoas para seus artistas favoritos mortos. Nunca estive tão errado, ou quase.

O título do livro é um tanto equivocado, depende do que você considera cartas de amor. Nele você conta a história de Laurel, uma garota que perdeu a irmã mais velha de uma maneira trágica – não é spoiler, tá bem claro no começo do livro. May (a irmã) foi uma garota cheia de problemas e lidava com eles da maneira que podia, porém sem deixar transparecer para as outras pessoas e isso Laurel percebe a maneira que se desenvolve o livro.

Até uma certa altura eu me perguntei qual era o propósito da história. Mas então entendi, é a história de uma garota que passou por traumas quando mais nova e estava então tentando encontrar uma solução de como lidar com si mesma. Uma crise de identidade? Laurel começa a escrever cartas à seus ícones mortos – todos têm um propósito na vida dela e a ensinam como enfrentar certas situações em etapas de sua vida – por causa de uma tarefa passada por sua professora de inglês. O livro que você escreveu é tão sensível quanto “As Vantagens de Ser Invisível“, que no começo eu cheguei a associar.

A personagem que você criou é identificável por praticamente todo mundo, acredito eu. Laurel tenta ser a sua irmã, que por tantos anos admirou, e acaba percebendo que não tem como ser outra pessoa. É seu primeiro ano em uma escola nova e como válvula de escape essa foi a saída mais óbvia. Ela desejava do seu mais íntimo encarnar May de volta a vida para que todos à sua volta (inclusive ela) voltassem a “ter uma vida normal”.

O romance com Sky é incrível. É notável a maneira que Laurel cresce quando está com ele, pois ela é ela mesma. Eles trazem o que o outro há de bom à tona. Depois que li esse livro eu chorei. Pela sensibilidade da história, como tudo faz sentido. Entendi que devo dar mais valor à meus amigos, que mesmo não sabendo dos meus segredos mais profundos, me amam. E aqueles que sabem (ou aquele que) me amam da mesma forma. Posso ser eu mesmo, com cicatrizes de dores passadas ou vontade de criar novas memórias.

A sua narrativa é leve e flui com muita naturalidade. O seu livro é um lembrete de que podemos continuar respirando mesmo que o mundo a nossa volta esteja desmoronando e que podemos contar com as pessoas que nos cercam. Está tudo bem ter problemas e ser vulnerável as vezes e me mostrou que a vontade de mudar vem de dentro. O primeiro passo começa comigo. Obrigado por esse livro incrível e mal posso esperar pelo filme.

Beijos, Douglas.”

“Todos nós queremos ser alguém, mas temos medo de descobrir que não somos tão bons quanto todo mundo imagina que somos.”

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