09/08/2015
por Douglas Vasquez
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Estou começando hoje uma série de posts-crônicas que serão baseadas em cada música do álbum “1989” da Taylor Swift e durante o BEDA tentarei postar todos os domingos. De início, pensei em criar uma tag, mas achei meio pesada demais e quase ninguém iria querer fazer. Mesmo assim, nada impede de que alguém faça o mesmo.

Vou transformar cada faixa em texto, criando uma história que pode (ou não) ser continuada em outra faixa depois. Podem ser em primeira pessoa, terceira, passado, presente, masculino ou feminino. Vai depender de onde a música irá me levar e que história irei contar.

“Nós começamos nossa história em Nova York…”

A primeira vez que coloquei meus pés ali. O ar era frio e as pessoas passavam por mim como se eu não fosse vista. Mas elas não me incomodavam de forma alguma, eu sabia que estava prestes a ser carregada, porém não era nisso em que focava a minha atenção. O céu estava limpo, já era quase noite quando saí do aeroporto e respirei pela primeira vez o ar nova-iorquino. Não havia levado muitas malas, nada que eu não pudesse colocar dentro de um táxi e depois carregar até o apartamento que reservei há alguns meses atrás.

Quando cheguei ao apartamento, coloquei as malas no primeiro canto que encontrei. O prédio era incrível, ficava em Tribeca, o porteiro me disse que a vizinhança era adorável e o elevador funcionava perfeitamente. Eu não estava acreditando que estava ali, naquele lugar que sempre sonhei. Eu. No meu apartamento. Em Nova York! Quem diria?

Os motivos que me levaram a decidir que precisava mudar drasticamente a minha vida eram muitos. Todo mundo foi alguém diferente antes, todo mundo já teve seu coração partido em milhões de pedacinhos. Não é uma sensação que eu particularmente goste muito. Eu estava pronta pra começar do zero, uma nova vida – que eu tanto sonhei.

A Times Square não é bem com eu imaginava. Caótica, barulhenta e animada. Já poderia ter previsto isso antes, mas, não dei a mínima. Esta cidade estava esperando por mim, com suas luzes, diferentes personalidades como diferentes facetas de um prisma. E eu estava esperando por ela, para me tornar mais uma face desse prisma brilhante. As luzes não me cegavam e eu estava a me tornar parte delas.

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