01/08/2016
por Douglas Vasquez
Comente!

Já é essa época do ano de novo? 

It’s BEDA time! Assim que acabou o BEDA do ano passado eu pensei “VOU FAZER TODOS OS ANOS“, mesmo depois de tanto perrengue pra conseguir colocar posts no ar todos os dias (o que não deu totalmente certo) e nos meses que se seguiram a minha frequência de postagens diminuiu consideravelmente – tanto que basta voltar algumas páginas pra chegar em Agosto de 2015. Mas cá estou! Vou tentar não desapontar, tá?

Se você não sabe o que é BEDA, eu te explico: é a sigla para Blog Every Day August, ou seja, post todos os dias de Agosto pra tentar recuperar aquele feeling de diário virtual! O Blog Day é dia 31 e por isso centenas de blogueiros pelo mundo todos os anos se empenha para manter essa maratona.

É como o VEDA (Vlog Every Day April), dos Youtubers, só que para nós da blogsfera!

Estou torcendo para que vocês embarquem nessa jornada comigo novamente e que gostem das pautas que preparei para esse mês! Todos os posts durante este mês estarão sinalizados com o banner desse ano, que não estará afiliado com nenhum grupo de blogagem coletiva por motivos de: ninguém é obrigado a nada.

É isso, até amanhã!

beda 2016 aquelecliche footer post

COMPARTILHE ESSA POSTAGEM:

30/07/2016
por Douglas Vasquez
Comente!

THE GIRL AND THE DREAMCATCHER AQUELECLICHÊ

Já faz um tempo que o Disney Channel não emplaca seus artistas, desde que a geração Miley, Demi, Selena e JoBros deixaram a casa do Mickey, há alguns anos. Ainda tentando se redefinir dentro dessa nova era da indústria, o canal foi responsável por trazer aos holofotes poucos astros de seu canal nos últimos três anos, como a Sabrina Carpenter, que eu já falei sobre aqui e a banda R5 (que um dia ainda vai ganhar um post). A surpresa da vez, é a doce Dove Cameron e seu namorado (e co-star) Ryan McCartan, da série “Liv & Maddie” – que teve seu final há pouco mais de 1 mês – no duo The Girl and The Dreamcatcher.

The Girl and The Dreamcatcher lançou o primeiro single, “Written In The Stars” em 2015 e logo depois, em Janeiro deste ano, o segundo chamado “Glowing In The Dark” e obtiveram críticas bastante receptivas. Porém, o single responsável por emplacar o duo nos Estados Unidos, tendo a estreia oficialmente no canal Disney Channel foi a fofa “Make You Stay”, em Junho, dando início aos trabalhos do primeiro EP de sua carreira.

O EP que debuta TG&TD foi lançado hoje (29) no iTunes do mundo inteiro (além de estar em todas as plataformas de streaming) e rapidamente foi parar entre o Top 100 da loja da Apple. Apesar de não ser titulado com nenhuma das músicas, recebeu o nome de “Negatives” e é a melhor coisa que você irá ouvir neste fim de semana!

“Negatives” conta com 6 faixas, abrindo com os singles já conhecidos do público (sem “Written In The Stars”) e segue com 4 ineditas: “Gladiator”, “My Way” (♥), “Cry Wolf” e “Monster”.

“Cause who needs air when you’re mine? You’re safe and sound” – Monster

O relacionamento sério de Dove e Ryan acontece desde 2013 e foi em Abril deste ano que o casal anunciou o noivado ao público. As vozes dos dois combinam perfeitamente e é muito amor! <3 Além de um canal no Youtube, onde se juntam para postar vídeos e vlogs, eles também tem tudo disponível de forma oficial em outra conta, na VEVO, com clipes de fotografia impecável. Será que a Disney está recuperando o fôlego desta vez?

Agora que você já sabe o que importa sobre o duo, eu facilitei a vida de todo mundo e você pode ouvir essa delicinha de EP clicando no “play” aí embaixo, caso você tenha uma conta no Spotify.

COMPARTILHE ESSA POSTAGEM:

29/06/2016
por Douglas Vasquez
Comente!

dangerous-woman-aquelecliche

Ariana Grande tem 23 anos de idade e 8 de carreira. Apesar de ser um prodígio quando criança, estando na Broadway aos 13 anos de idade, ela só foi conhecida mundialmente com a sua estreia na televisão, no seriado da Nickelodeon “Victorious“, protagonizado por Victoria Justice. Seu papel na série como Cat Valentine, uma garota ruiva, inocente e engraçada a garantiu uma série protagonizada por ela anos mais tarde, após três temporadas, quando o show foi cancelado em 2013.

Neste mesmo ano, Ariana lançou seu debut álbum, “Yours Truly“, tendo influências de seus grandes ícones do R&B e Jazz, sendo muito bem recebido pela crítica especializada e pelo seu público; mas angana-se quem acredita que este foi o seu primeiro passo na música. Em 2011, quando ainda estava desenvolvendo sua personagem na série “Victorious”, Ariana lançou o seu primeiro single chamado “Put Your Hearts Up“, que decidiu abandonar por não representar em nada a sua personalidade ou musicalidade no momento, sendo algo completamente comercializado como algo que a sua personagem cantaria.

Desde então, Ariana vem exercendo sobre si própria, em passos lentos, o controle sobre a sua carreira. Mostrando ao que veio com o sucesso mundial que o primeiro single do disco gerou, alcançando a décima posição na Billboard Hot 100, o segundo álbum tratou de abandonar os lacinhos e as cores fofinhas que ainda a conectavam à sua personagem do canal infantil que a lançou.

Em “My Everything“, Ariana explora áreas da música pop que em seu debut não havia pisado antes. O sucesso instantâneo de “Problem” em parceria com a rapper Iggy Azalea e em sequência a eletrônica “Break Free” com o DJ e produtor musical, Zedd a garantiu o status de estrela pop desta década e a garantiu maior liberdade para se expressar através de seus trabalhos. Nesta nova fase, Ariana adotou as cores monocromáticas e a estética sóbria combinadas com botas altas acima dos joelhos. Os vestidinhos deram lugar aos maiôs, croppeds e sias curtas. O terceiro single do álbum, “Love Me Harder” em parceria com The Weeknd é a sua primeira canção explicitamente sobre sexo, onde Ariana faz questão de tratar o assunto com maestria.

Apesar de muito criticada nas redes sociais ao revelar o conceito do terceiro álbum, “Dangerous Woman“, Ariana Grande não deixou-se abalar pelos comentários e seguiu em frente ao empoderar-se e mostrar que ela também pode ser uma mulher perigosa, sensual e dona de si mesma. E é aí onde está o grande acerto do disco.

Desde o início Ariana tratou de se distanciar de sua personagem inocente e infantil e permitiu-se crescer com autoridade em um meio que insiste em objetificar a mulher e a prender à apenas ao papel que lhe foi designado. Grande não deixou-se ser classificada pela sociedade por causa de seu tamanho (ela tem 1,53m de altura) e feições doces, revertendo o papel sexual a seu favor e utilizando desta persona para dar poder à si mesma. Apoiando causas sociais e se impondo contra a misoginia que lhe era imposta ao ser tratada com superficialidade em entrevistas e tapetes vermelhos.

Embora o visual do álbum seja empoderador, e o conjunto da roupa de látex com a máscara seja intimidador, Ariana não deixa sua vulnerabilidade de lado e é nela que encontra-se toda a base musical desta nova fase da cantora. “Moonlight” é a faixa que abre o disco e cantada de forma celestial, Ariana abre seu coração e entrega-se apaixonada, contando as coisas que o “cara” faz que ela ama.

moonlight-aquelecliche

Em sequência, na faixa título do álbum Ariana solta a sua persona para o mundo ao iniciar declarando que “não precisa de permissão, pois já tomou sua decisão de testar os limites” e explora as barreiras que a sociedade não a permitiria, entregando-se ao seu instinto. Esta mesma atitude é notada em outras músicas do disco, sendo elas “Into You”, onde projeta seu desejo e sentimento em seu interesse romântico afirmando que está muito a fim dele e que tomará uma atitude caso ele demore demais; “Everyday“; “Bad Decisions” e “Touch It“, sendo a última mais uma confissão do quanto ela está disposta a explorar seus limites por amor, até mesmo tomar as rédeas da relação por ele — “Because everytime I see you I don’t wanna behave / I’m tired of being patient so let’s pick up the pace / Take me all the way, ain’t nobody gonna touch it“.

O conceito do álbum funcionaria muito melhor se não encontrássemos tantas parcerias desnecessárias ao longo de sua tracklist. “Side to Side” com Nicki Minaj e “Let Me Love You” com Lil Wayne destoam tanto da proposta pop que Ariana busca com “Dangerous Woman” que poderiam ser facilmente descartadas e não fariam falta alguma na execução do mesmo. “Be Alright” e “Greedy” são duas músicas despretensiosas em up-tempo, que usufruem de batidas que referenciam os anos 80.

A inteligente “Knew Better / Forever Boy” mistura o R&B com a música pop, ao trazer um combo em duas partes onde Ariana canta sobre a intensidade como ama versus o dilema de entregar-se ao amor e render-se à mesma intensidade que canta na anterior. A segunda inclusive, poderia facilmente sustentar-se sozinha como single e encontrar-se nas pistas de dança de casas noturnas. Com pouquíssimas referências às suas raízes Soul, sendo a mais evidente na música “I Don’t Care“, Ariana concentra sua energia em outro extremo, além do seu boy, para onde tudo começou: ela mesma. Cantando com os pés no chão sobre não deixar-se influenciar pela mídia ou pelo que outras pessoas dizem a respeito dela.

Encerrando o disco brilhantemente com “Thinking ‘Bout You“, Ariana fecha o ciclo da mesma maneira que começou em “Moonlight”, que é, em tom celestial, confessando a intensidade que seus sentimentos podem tomar sem medo revelar ao mundo que isso o que a torna tão poderosa (e perigosa). A balada é incrivelmente acertada, com os vocais (como sempre) na medida certa, elevando o tom da canção quando necessário — “Oh, I don’t have you here with me /But at least I have the memory / I try to make it through the night / But I can’t control my mind.

A identidade do cara sobre o qual Ariana Grande está cantando não é importante. O que torna o disco interessante é a maneira em que ela acredita que seus sentimentos não a tornam mais frágil e os utiliza como gatilho para impulsionar a sua sexualidade e poder como mulher; recusando-se a personificar o ser frágil e submisso que a sociedade e a mídia pregam nas mulheres e principalmente nas cantoras pop, que se vêem expostas diariamente e são obrigadas por suas gravadoras a utilizarem do sex appel apenas para venderem suas músicas. É uma forma de utilizar a arma que é apontada para ela em benefício próprio revertendo a situação à um ponto que quando for tomado um tempo para ser analisado, após toda a chacota com o seu nome, ela já estará no controle; ainda sendo ela mesma.

COMPARTILHE ESSA POSTAGEM: