31/12/2016
por Douglas Vasquez
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OI, GENTE! ✨ Chegamos naquela famigerada época em que eu (atrasado como sempre) faço uma lista do que eu mais gostei durante o ano. Dessa vez, ao invés de falar só sobre música, postarei sobre todas as coisas que falo aqui no meu pequeno espaço na interwebs e para começar, vou listar os melhores livros que li durante 2016 — um ano que foi tão ruim pra todo mundo, mas que felizmente não amargurou as minhas leituras. (Desculpa Giulia, não vai ter vídeo esse ano, ha)

Primeiro, fora Temer. Segundo, eu finalmente aderi ao Goodreads pra manter as minhas leituras em ordem (desculpa Skoob, eu até tentei) e também ao TVShow Time, pra controlar as séries (todo mundo sabe que eu sempre esqueço onde parei, é muita série). Eu já tinha perfil em todas essas redes sociais, mas nunca, nunquinha eu conseguia manter as atualizações e acabava largando de lado, mas dessa vez foi diferente! Dá até um orgulho de ver tudo certinho, o meu TOC agradece imensamente. Mas vamos ao que interessa agora: os melhores livros que li em 2016. O post vai ser um pouco longo, como sempre, mas não desiste de mim e continua lendo, tá bom? Então tá bom.

“CARRY ON”, de Rainbow Rowell

Eu não poderia começar essa lista que não está em nenhum ordem específica sem esse livro no topo. Não é segredo pra ninguém que todos os livros da Rainbow se tornaram os meus favoritos da vida, né? Eu amo a narrativa que é tão característica dela, amo como ela constrói os personagens e é sempre amor à primeira página (is that a real thing?). É claro que com “Carry On” não seria diferente e de fato, foram tantas emoções lendo esse romance mágico entre Simon e Baz que eu simplesmente não pude conter tudo aqui dentro e chorei de felicidade e angústia durante toda a história. Apesar de todo o buzz sobre o livro ser uma fanfic de Harry Potter, posso bater na tecla de que não, NÃO É. Rainbow pegou um universo que ela mesma já tinha criado em Fangirl, e melhorou em 110% aquela narrativa do escolhido que já conhecemos de cor. Aliás, um livro em que os feitiços são bordões dos anos 90, letras de cantigas de roda e o casal principal são dois garotos, não tem como dar errado. Eu ri demais toda vez que eles abriam a boca pra usar magia, I REST MY CASE.

“Por um momento – nem sequer isso, um centésimo de segundo -, eu o imagino dizendo “A verdade é que me sinto terrivelmente atraído por você.” E então eu me imagino cuspindo na cara dele. E aí eu me imagino lambendo o rosto dele e o beijando. (Porque eu sou perturbado. Pode perguntar a qualquer um).”  Baz Pitch

Esse ano eu li dois livros e dois contos da Rainbow e embora nenhum deles tenha ganhado resenha, eu irei escrever com certeza.

“UGLY LOVE” + “NOVEMBRO, 9”, de Colleen Hoover

PARE TUDO O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO E VAI COMPRAR UM DESSES DOIS LIVROS AGORA! A Colleen é uma autora que está presente na minha vida há mais ou menos dois anos, mas foi só agora que eu criei vergonha na cara e comecei a ler seus livros. Decidi colocar os dois nessa lista porque não tem como mesmo! Li primeiro “O Lado Feio do Amor” (Ugly Love) apesar de todas as minhas dúvidas, não fiquei imune à febre que é Miles e Tate. Sabe aquele turbilhão de sentimentos que explodem de uma vez só e você fica se sentindo um mar de emoções instável pronto pra afogar quem estiver por perto? Foi exatamente assim que eu me senti ao ler tanto ele, quanto “Novembro, 9”. Fallon e Ben chegaram para constatar que CoHo não desaponta em escrever histórias que vão te deixar com a nossa querida ressaca literária quando terminar a leitura. Não escrevi resenha ainda, mas quando superar este último, irei trazer aqui para o blog. “Métrica” já está no cantinho aguardando 2017.

“O amor nem sempre é bonito, Tate. Às vezes você passa o tempo inteiro desejando que um dia ele mude. Que melhore. E aí, antes que perceba, você já voltou para a estaca zero e perdeu o seu coração em algum lugar no meio do caminho.”  Ugly Love

Leia a resenha: “O Lado Feio do Amor” (Ugly Love), de Colleen Hoover. 

“O CAVALEIRO DE BRONZE”, de Paullina Simons

Quando comecei a ler o primeiro livro dessa trilogia eu não sabia a profundeza do buraco em que eu estava me metendo. A ideia foi toda da Anna Todd, que me convenceu a ler junto com ela, como em um “clube do livro” e apesar de não gostar de ler livros sobre guerras, esse foi um dos melhores acertos do ano. Até agora, parei no segundo livro por não ter estruturas para seguir em frente. “O Cavaleiro de Bronze” tem mais de oitocentas páginas, que eu li em inglês (ganhei o primeiro volume, em português, da Grazy no Natal ♥) e a história de Tatiana e Alexander me deixou em prantos por tantos obstáculos que o casal enfrenta ao longo da jornada.

“E sua cabeça com cabelos tão sedosos e seu coração tão leve e sua respiração como a de um bebê. E sua aura de ouro em torno de você enquanto você caminha e lê e fala. E nossos corações ficam mais leves quando ouvimos sua voz quando sabemos que você está por perto. Nos preocupamos menos conosco quando você está aqui, e seu espírito flui gota a gota e acalma nossos corações inquietos.”

A resenha por aqui ainda não saiu, mas 2017 aguarda com um apanhadão quando eu terminar a trilogia toda.

“NERVE”, de Jeanne Ryan

No dia em que eu comecei a ler esse livro eu soube que ele seria um dos melhores do ano. Em 2016 eu li muito romance e “NERVE” veio para suprir a saudade de histórias mais científicas que “Jogos Vorazes” e “Divergente” deixaram nos anos anteriores. Eu amei muito o filme mesmo que os dois não tenham praticamente nada a ver um com o outro e depois dele me peguei prestando mais atenção nas trilhas sonoras dos longas.

“É difícil acreditar que pouco antes eu estava deprimida atrás de uma cortina empoeirada vendo minha melhor amiga me esfaquear pelas costas. E agora? Prêmios, diversão e dinheiro, talvez. Adoro esse jogo.”

Leia a resenha: “WE DARE YOU: NERVE, de Jeanne Ryan”

“UM DIA”, de David Nicholls

Minha história com “Um Dia” vem quando eu ainda estava no terceirão do ensino médio, em 2012, mas só agora tive a oportunidade de ler. É um pouco complicado, porque eu me vejo muito nessa história e me relacionei bastante com os personagens e tive que manter tudo quietinho dentro de mim. Apesar de alguns capítulos serem bastante maçantes, foi um livro que me doeu o coração quando li a última página. Tenho certeza que será uma releitura no futuro.

“Dexter sentiu Emma rindo contra o seu peito e naquele momento percebeu que não havia nada melhor na vida do que fazer Emma Morley dar risada.”

“UMA HISTÓRIA MEIO QUE ENGRAÇADA”, de Ned Vizzini

Esse é outro livro em que assisti ao filme antes de saber que era uma história adaptada. O filme é estrelado por Emma Roberts (olha ela de novo) e eu falei sobre ele em um post bem antigo aqui no blog. Por abordar assuntos como depressão, transtornos psicológicos e essa área bem delicada, eu me inseri na história de Greg e Noelle de uma forma dez vezes mais profundas do que eu esperava quando assisti ao longa. Esse foi também o primeiro livro em que eu usei post-its para marcar as minhas partes favoritas e acabou sendo o último, já que eu esqueci a cartelinha no final dele e guardei na estante. :p

“Às vezes acho que a depressão é simplesmente uma maneira de lidar com o mundo. Tipo algumas pessoas ficam bêbadas, outras tomam drogas, e outras ficam deprimidas. Porque tem tanta coisa aí fora, que você precisa fazer algo para lidar com isso.”

“COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ”, de Jojo Moyes

Eu li esse livro quando eu soube que o filme estava em pós-produção. A Grazy é uma grande fã da autora e desse livro principalmente, quando soube que eu queria lê-lo, ela trouxe a sua cópia e fez questão que eu não esperasse até ir À uma livraria e comprasse. Que livro, gente! Acredito que eu não preciso falar muito, pois a essa altura, com o sucesso que o longa teve nos cinemas, vocês já devem estar cansados de saber o que acontece. Apenas leiam, sério!

“A primavera chegou durante a noite, como se o inverno fosse um hóspede indesejado que de repente resolveu vestir seu casaco e desaparecer sem se despedir. Tudo ficou mais verde, as ruas foram banhadas por um sol fraco, o ar agora perfumado. O dia tinha sinais florais e acolhedores, com trinados primaveris como fundo musical.”

“BINGE”, de Tyler Oakley

HEY, WHAT’S UP GUYS, MY NAME IS TYLER OAKLEY! Eu queria taaaaaaaanto ler “BINGE” desde que ele foi lançado, no ano passado! O Tyler é um dos meus Youtubers gringos favoritos, como eu tinha dito em um dos posts do BEDA no ano passado e eu estava esperando pacientemente até que o valor do livro importado baixasse na Livraria Cultura, mas como isso não aconteceu, eu pensei “o que melhor do que ler o livro do Tyler do que ouvir o Tyler lendo o livro pra mim?” e assim eu baixei o audiobook. Foi a primeira vez em que eu ouvi um audio-livro inteiro e dou créditos à isso por ser um livro de não-ficção lido pelo próprio autor. Imagino que assim como quem lê o livro físico (que eu ainda vou comprar, aguardem), ouvir o Tyler contando as peripécias de sua vida me fez sentir como um amigo ouvindo uma longa mensagem de voz do outro após um dia longo e exaustivo. Recomendo para todo mundo, mesmo quem não acompanha a galera do Youtube, a dosagem entre o leve e o profundo nessa coletânia de histórias valem a pena!

“Encontrar o meu emprego dos sonhos foi como uma agulha no palheiro. Foi uma festa maluca onde cada caminho falho que tomei foi essencial para tirar uma palha de feno por vez, uma por uma. Demorou um pouco, e eventualmente encontrei a agulha, mas eu não conseguiria se não falhasse e falhasse mais uma vez.”

Em 2016 eu li precisamente 28 livros, ou pelo menos é isso o que o Goodreads tá dizendo. Minha memória é péssima e por isso, eu acho que pode estar faltando algum, mas enquanto eu não lembrar, você pode conferir todos aqui. A minha meta para esse ano foi ler 25 e não nego que dei uns pulinhos quando consegui não apenas alcançar, mas passar a meta. Quantos livros vocês acham que eu deveria ler em 2017?

✨ Esse é o último post do ano, então eu gostaria de desejar a todos um Feliz 2017! Desejo à todos vocês muitas coisas positivas, que vocês se divirtam com seus amigos, familiares, ou com quem quer que seja. No próximo ano as listas de melhores continuam e eu espero, do fundo do meu coração, que vocês tenham gostado de todas as mudanças que aconteceram aqui no blog em 2016. ✨

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20/12/2016
por Douglas Vasquez
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Você já ouviu falar do poder do X? Alexandra Ashley Hughes é Allie X e o “X” em seu nome é uma variável matemática que significa o desconhecido; uma maneira muito conveniente de representar sua persona, pois a canadense procura revelar muito pouco de sua vida pessoal por acreditar que sua música deva falar por si mesma. Allie é misteriosa e discreta, ainda assim intrigante e fascinante. Apesar de sua idade ser de domínio público, sempre se refere à ela como “vinte-alguma-coisa”.

Sua carreira começou por volta de 2006, aos 21 anos, cantando em programas de talento no Canadá quando ainda atendia por Allie Hughes, mas foi apenas após a incrível “CATCH“, seu single de estreia, que as coisas começaram a ficar interessantes e aderiu o X em seu nome artístico.

Katy Perry descobriu a faixa no Soundcloud logo na época em que Allie estava procurando uma plataforma para lançar suas músicas e com um simples tweet, dizendo que “Catch” era seu “SPRING-JAM”, atraiu diversos fãs de música pop interessados em entender mais sobre a moça. <3 Thanks, Mom!

My hands are tied behind my back. I’m paralyzed, my heart attacks. It seemed to me you were the one, turns out you shot me up for fun. Thought you got away with murder, left me at a loss for the words. Just wait until I catch my breath.

Mesmo tendo seu rosto revelado no videoclipe de estreia, Allie ainda se sente desconfortável revelando partes de seu corpo, geralmente sendo vista em público com óculos de sol extravagantes ou com peças e manifestações artísticas cobrindo seu rosto, como na capa de seu primeiro EP, CollXtion I.

Falando nele, ainda que o X seja representado no meio do nome, a pronúncia correta é “collection”, de coleção. Ele é o primeiro de uma série que Allie pretende lançar com músicas que representam uma experiência multimídia com recursos musicais e visuais para que seus fãs criem suas próprias artes, simbolizando o que o X representa para eles. O primeiro foi lançado em 2015, contém oito músicas e Allie já adiantou que o segundo está a caminho. Inclusive, durante todo o ano de 2016 ela esteve compondo e produzindo as músicas que farão parte da segunda coleção. Lançando no Spotify semanalmente uma ou duas demos, aos fãs atribuiu o desafio de a ajudarem a escolher qual música deveria ser finalizada e lançada no CollXtion II; o projeto foi chamado de “ɄNSOLVED“.

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Por seu talento como compositora, Allie tem co-escrito músicas com diversos cantores em Los Angeles. Seu trabalho mais notável até então foi com Troye Sivan, tendo ajudado a compor 7 das 10 músicas de seu álbum debut, Blue Neighbourhood, entre elas o smash hit “Youth”.

Em pouco tempo, Allie X se tornou uma das melhores cantoras de synth-pop da atualidade. Suas músicas transitam por temas bastante relacionáveis. A ensolarada “Hello” fala sobre a descoberta de uma nova paixão após ter desistido do amor e aceitado que ele nunca a encontraria. Desse sentimento, “Sanctuary” ainda bebe da mesma fonte, falando sobre sempre procurar seu amor como um abrigo quando tudo parece perdido. “Prime” e “Good“, embora musicalmente sejam diferentes, abordam o mesmo tema; a primeira, animada e festiva, fala sobre juventude e a dificuldade em aceitar o que se vê no espelho e a segunda é mais obscura, faz alusão a depressão e suicídio pelos mesmos motivos. Em todas as suas música, Allie utiliza metáforas e termos médicos para explicar um certo tipo de sentimento, é em “Tumor” que o assunto é mais explícito. Ela compara um relacionamento que já se tornou tão ruim e grotesco com um tipo de tumor, do qual ela precisará de uma cirurgia para tira-lo de seu corpo. Vale a pena destacar as incríveis “Never Enough” e “CATCH” e fingir que não existe a música mais sem graça de seu repertório (mas é amadíssima pela fanbase por algum motivo que eu ainda não entendi), “Bitch“.

If I win the race, will I get the prize? Will I see your face when I close my eyes? When I touched the flame, felt the warning signs. Wish that I had known. Love is… never nough.

FEELING X WITH ALLIE X

No início de Dezembro Allie esteve no Brasil e fez dois shows gratuitos em São Paulo. A cantora se divertiu conhecendo a cultura brasileira, se apaixonou pela música (seus favoritos foram Jaloo, Karol Conká e Ludimilla, as duas últimas aliás, ela fez questão de aprender a letra das músicas hahaha) e mostrou uma vontade enorme de poder voltar com novos trabalhos surpresa pela quantidade de fãs que encontrou no país.

Já posso dizer que me arrependi amargamente de só dar uma chance para o seu som depois disso tudo?

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07/12/2016
por Douglas Vasquez
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Precisamos falar sobre “Skam“. Como o louco das séries que todos vocês sabem que sou, quase toda semana eu estou assistindo alguma nova. Mesmo assim, não é sempre que uma série me deixa tão obcecado a ponto de implorar para que os meus amigos assistam também para que eu possa ter alguém com quem falar sobre e compartilhar um pouco a maluquice.

Skam é uma série de drama norueguesa que em pouco mais de um ano se tornou uma das mais assistidas do país. Sendo de um país onde a língua materna não é o inglês e consequentemente os personagens falem norueguês, depende muito da qualidade da série para que ela se torne um hit, como está acontecendo com Skam ao redor do mundo. Às vezes me sinto ouvindo uma sequência ilógica de sons ao invés de palavras, o que me faz prestar muito mais atenção nas legendas e assim no que está acontecendo na série. Mas acredite, vale a pena! Vou te dar 7 motivos para assistir, mas antes, vou explicar:

A série conta o dia a dia de jovens adolescentes que vivem em Oslo, a capital da Noruega, enquanto descobrem as facetas das próprias personalidades e como lidar com as consequências de suas ações. Até aí, nada novo. O jogo vira, quando a série começa a abordar temas que estão diretamente ligados à vida real, ao mesmo tempo que mescla a ficção com a realidade ao utilizar as redes sociais. A série começou em 2015, mas já coleciona 3 temporadas e cada uma delas é centrada em 1 personagem específico. Vamos aos motivos?

SE MANTÉM PRÓXIMA A REALIDADE 

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Enquanto outras séries adolescentes, como as diversas versões de Skins (que por um período da minha vida amei muito), fantasiam e saturam demais problemas da idade, Skam trata de assuntos muito mais relacionáveis com a vida real em situações e de formas mais possíveis de acontecerem com qualquer jovem no mundo. Até agora, em três temporadas Skam já falou sobre: Relacionamentos (Eva), Violência (Noora) e Sexualidade (Isak), e em todas elas, sempre prioriza o auto-descobrimento mesmo que também aborde outros assuntos para aprofundar a história.

USA REDES SOCIAIS COMO NENHUMA OUTRA SÉRIE

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Seria esse o futuro das séries de televisão? Os personagens da série utilizam as redes sociais como toda pessoa no século 21 e o grande trunfo do canal, foi trazer tudo isso para a realidade. Durante a semana que antecede o próximo episódio, clipes curtos dos personagens são liberados no site oficial da série no exato horário em que eles acontecem, assim como também são postados prints de suas mensagens para complementarem o enredo do episódio que anda irá ao ar. Todos os personagens tem perfis no Instagram que são atualizados de acordo com a storyline da série, como se as fotos fossem realmente postadas por eles. Legal, né?

DISCUTE A REPRESENTAÇÃO LGBTQ+

Na temporada atual, Isak está debatendo com a descoberta de que é um jovem homossexual. Apesar de nenhum de seus amigos terem problema com isso e inclusive, desde a primeira temporada darem sugestões de que isso seria abordado no futuro, ele encontra em sua segunda família o apoio necessário para assumir sua verdadeira identidade enquanto se aventura nas camadas do primeiro amor. O casal Evak (Isak + Even) já se tornou o favorito dos fãs e a temporada, a mais aclamada até agora.

LIDA COM TÓPICOS PROFUNDOS E IMPORTANTES

Pegando carona no anterior, descobrimos que Even, personagem da terceira temporada, sofre de bipolaridade. A abordagem acontece de forma tão natural que é um choque para nós da mesma forma que é para os personagens envolvidos. Nas temporadas anteriores, Noora teve que lidar com a dúvida do que fazer no caso de um abuso sexual enquanto era oprimida por um abusador psicológicamente manipulativo. Skam também aproveitou para falar, de forma mais sutil, sobre religião (Sana, é islâmica e está sempre usando o seu hijabe), distúrbios alimentares, estereótipos, feminismo e padrões sociais para homens e mulheres.

ENSINA A AGIR EM SITUAÇÕES PESADAS

A série mostra seus personagens passarem por problemas não muito discutidos e considerados tabus na sociedade e dessa forma, ensina qual é a maneira mais segura para se agir nos casos citados. Quando Noora acorda nua em uma cama ao lado de um rapaz e uma garota, após ter tido um apagão na festa da noite anterior, ela tem que lidar com a dúvida de ter sido ou não sexualmente violentada e por alguns episódios sofre ataques de pânico ao ser ameaçada pelo abusador em ter fotos tiradas sem o seu consentimento divulgadas. Quando conta para suas amigas, após alguns dias trancada no quarto sem conseguir enfrentar o que há do lado de fora, elas a levam imediatamente à um médico e logo após à polícia, sendo a primeira atitude a ser tomada em um caso como esse. Na primeira temporada, Vilde é levada pelas melhores amigas ao ginecologista antes de ter a primeira relação sexual e Eva tem que lidar com seus problemas de confiança, quando uma traição coloca seu namoro com Jonas em jogo.

ESTÁ TUDO ONLINE

Outra grande jogada da NRK, o canal que produz Skam, foi a de upar todos os episódios em seu site oficial de graça, dando a oportunidade dos fãs de replicarem o mesmo com legendas em outras línguas. A série tem poucos episódios e em sua maioria não ultrapassam de meia hora, pode ser assistida na íntegra aqui, caso você fale norueguês fluente, ou nesse site, comandado por fãs que traduzem tudo.

O FANDOM É COMO UM ABRAÇO QUENTINHO

De todos os fandoms das séries que eu me tornei fã, o de Skam é um dos melhores. A série está totalmente em uma língua nada popular no mundo e todos os fãs se unem para de alguma forma, seja com apoio moral ou sincronização das legendas, para disponibilizarem os episódios para o maior número de pessoas possíveis, replicando incontáveis vezes os arquivos em diversos servidores diferentes. A paixão em comum é tão grande e tão positiva, que fui recebido como se já fosse de casa e todos os posts e fanarts são como um daqueles abraços apertados que tocam lá no coração.

A série tem se tornado tão popular que foi parabenizada pela polícia norueguesa pela forma inteligente com que trata de tópicos tão importantes. Skam tem episódios novos todas as sextas e é legendado poucas horas depois. Fique de olho nas redes sociais (o Tumblr é o point da fã base) para não perder nenhuma atualização em tempo real.

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