16/08/2016
por Douglas Vasquez
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sandy e junior aquele cliche

Dia desses eu estava conversando com as migas da faculdade sobre música pop, antiga, e em ataques de nostalgia sempre cantamos “I Want It That Way” do Backstreet Boys pelos corredores da universidade. Foi em uma dessas conversas que surgiu o assunto sobre os novos trabalhos da Sandy e consequentemente entoamos “o que é imortal, não morre no final”; típicas crianças dos anos 2000, é claro. Comentamos que a cantora está lançando um disco novo ao vivo, gravado no Rio de Janeiro, e do quanto sentimos falta de um showzinho dela por Campinas – onde, inclusive, a dupla ainda mora. <3 Como pode Sandy morar na terra das andorinhas e fazer show em Paulínia? Inaceitável!, brincamos e encerramos o assunto.

Eu não havia ainda escutado o tal do disco ao vivo, “Meu Canto“, e grande fã que sou, lá fui eu me aventurar pela voz doce de Sandy. O disco é ótimo, é maravilhoso, mas não me contentei por aí, of course – tive que ouvir meu disco favorito da dupla, “Identidade” e uma coisa levou à outra.

Em uma imensa season de nostalgia, ouvi todos os 16 álbuns da carreira de Sandy & Junior (incluindo os discos ao vivo e internacionais) durante todo o dia no trabalho, entoando as minhas canções favoritas e lembrando de melhores épocas, em que a minha maior responsabilidade era apenas ir para a escola e no tempo livre, completar a minha coleção de revistas e produtos da dupla. Sponsored by my grandparents. Época em que fazia parte do meu cotidiano organizar meus CDs originais e criar fitas VHS caseiras com diversos episódios da série no estilo mais clássico de uma maratona.

É engraçado como tantos anos depois pude entender as letras das músicas que na realidade, nunca fizeram sentido para a minha cabecinha de 4 anos de idade – época em que eu definitivamente ganhei meu primeiro CD ever; o “Era Uma Vez – Ao Vivo“. Hoje entendo muito mais de música do que eu jamais imaginei que entenderia e me peguei lendo as fichas técnicas de todos os discos conforme ia escutando no Apple Music (ah, tecnologia!). Ainda não tenho a mínima noção do estrondoso sucesso que a dupla que saiu da cidade em que eu nasci e moro até hoje alcançou. E mais, em uma época em que não tinha a possibilidade de “baixar o single”, você tinha mesmo que comprar o CD todo.

Quando Sandy & Junior decidiram desvendar novos países e lançaram o álbum “Love Never Fails“, em 2002, eu não fazia ideia do que a Sandy estava cantando, só me lembro que eu adorava a estética do disco e do videoclipe. Adoro até hoje, aliás. A sensação de descoberta foi ainda maior quando desta vez, quando eu realmente estava entendendo a letra das músicas, naturalmente. E gente, a música é linda, viu? E eu nem me recordo de alguma vez ter lido a tradução! Todos os trechos da música que eu achava que sabia, eu não sabia era coisa nenhuma, era tudo na base do embromation mesmo. Nessa onda, descobri que o álbum foi sucesso na Itália e recebeu críticas mistas dos jornalistas especializados. Em que mundo em 2002 que eu jamais pensaria em procurar a opinião de crítica especializada sobre meus artistas favoritos? Nunquinha!

Notei que por mais que o tempo passe, as minhas músicas favoritas continuam sendo as minhas músicas favoritas e da mesma forma que antes, ainda sonho em ser um popstar vendendo milhões de discos no Brasil. Ainda tenho meus sentimentos mistos pelo “As Quatro Estações” e um amor incondicional pela capa do seguinte, “Sandy e Junior“. Como é que os dois conseguiam dar conta de gravar tanto disco, turnê, série de televisão, carreira internacional e cinema ao mesmo tempo? Estamos tão acostumados à encontrar nossos artistas favoritos compartilhando tudo através das redes sociais que me assusta lembrar que o único meio de conhecer o cotidiano da Sandy naquela época era comprando uma revista Capricho ou torcendo para que houvesse alguma matéria sobre os dois na televisão.

Você também foi uma criança Sandy & Junior?

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07/08/2016
por Douglas Vasquez
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Primeira link party do ano! Durante toda a semana vou buscar fazer um apanhadão de coisas legais que passaram pela minha timeline para postar por aqui no domingo, sempre com uma temática central para dominar o post e logo em seguida links de artigos, vídeos ou qualquer coisa que eu acredite que seja interessante para você também ler.

O tema dessa link party são lançamentos da semana. A primeira semana de Agosto nos trouxe muitas coisas bacanas e novidades no mundo da música e também no cinema. Vem comigo?

HAYLEY KIYOKO – GRAVEL TO TEMPO

Minha queridinha Hayley lançou na sexta-feira o single de estreia do seu novo EP, CITRINE (mesmo estando na hora de lançar um disco completo), junto com o videoclipe para acompanhar a nova era. Inspirada por cores vivas, este EP ainda não teve o número de músicas divulgado, mas o single “Gravel To Tempo” se encarrega de deixar bastante claro a que veio, com uma pegada mais uptempo e uma letra um pouco dark, Hayley pretende ser mais aberta com o publico em relação à sua vida pessoal – vide o sucesso de “Girls Like Girls” no ano passado.

KATY PERRY – RISE

Não é a nova era de Katy Perry, mas é um single novo pra matar a nossa saudade da eterna Candy Queen. “Rise” foi escolhido como o tema das Olimpíadas do Rio 2016 e nesta semana foi lançado (finalmente) o real clipe com Katy transbordando a mensagem de onde quer que ela vá, sempre encontrará dificuldades e mesmo assim, se erguerá.

BRITNEY SPEARS – MAKE ME…. (feat. G-Eazy)

A eterna princesinha do pop, Britney Spears também soltou essa semana ao que parece uma versão mais light do seu novo single (dá pra acreditar que já é o nono álbum da B?). O clipe de “Make Me…” teve que ser regravado por insegurança da Miss American Dream, onde segundo especulações, a primeira versão era muito sexy e Britney estava envergonhada de colocá-lo no mundo – tipo assim, oi? Nesta nova versão, B está a procura de um dançarino para divertir à si mesma e à suas amigas; já a outra versão toda dominatrix, você pode conferir o que até agora foi vazado clicando neste link.

ESQUADRÃO SUICIDA

E finalmente está nos cinemas o grandioso Esquadrão Suicida! Eu fui conferir na pré-estreia, você pode ler a resenha aqui, e posso antecipar que apesar do filme ser bastante animado, não supre as expectativas acumuladas no decorrer deste último ano, tendo muitas cenas cortadas de última hora, causando uma confusão enorme na crítica especializada. Minha opinião? Vale a pena ir ver sim! E Arlequina é a melhor coisa do filme todo, sem dúvidas.

IT’S TIME FOR A PARTY TIME!

Se você leu algum desses artigos também, viu algum dos clipes e até mesmo Esquadrão Suicida, me conta aí nos comentários o que você achou? Vamos bater um papo!

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05/08/2016
por Douglas Vasquez
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shura singer aquelecliche

Gosto muito de conhecer o trabalho de artistas que ainda não foram descobertos pelo universo mainstream e ocasionalmente no início do ano eu esbarrei no perfil de Shura, no Twitter. A cantora que nasceu em Manchester, tem 25 anos e aprendeu a produzir as próprias músicas e videoclipes muito cedo, vendo vídeos no YouTube, enquanto trabalhava em uma produtora de vídeos e hoje é um nome em ascensão no mundo da música indie e alternativa.

Shura traz em suas músicas uma vibe bastante parecida com o que Madonna costumava cantar nos anos 80, porém, com uma identidade (sonora e visual) muito singular e única. Seu single de estreia, “River” foi produzido de forma independente para o álbum de seu amigo Hiatus, em 2011, chamado “Parkland”, mas logo após decidiu tomar controle criativo de suas músicas sozinha.

shira singer discography aquelecliche

Em 2014, foi positivamente criticada por blogs e pessoas influentes no meio da música, com o seu single “Touch” (a primeira versão da música) e só então foi convidada para cantar em festivais, como Bestival e Latitude, assinando contrato com a Universal Music dentro do Reino Unido. Durante a sua carreira, Shura também remixou singles de outros artistas, como “Boyfriend” do duo Tegan and Sara. O álbum de estreia, “Nothing’s Real”, veio apenas neste ano através da Polydor Records, após um EP lançado nos Estados Unidos ano passado, chamado “White Light”, contendo músicas que estão presentes em seu disco debut.

O single “What’s It Gonna Be” está trazendo a Shura uma grande notoriedade dentro das redes sociais. A música, que tem uma sonoridade mais upbeat e que simpatiza com o mercado fonográfico atual, conta com seu irmão gêmeo Nicholas Denton, estrelando ao lado dela o videoclipe sobre descobertas adolescentes. Shura e seu irmão são bastante abertos à respeito de suas sexualidades, ambos são gays e buscaram trazer este tema com naturalidade para a história do clipe em uma atmosfera colegial bastante divertida.

O álbum “Nothing’s Real” está disponível em todas as plataformas de streamings, mas você pode ouvir no Spotify clicando aqui.

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