07/12/2016
por Douglas Vasquez
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Precisamos falar sobre “Skam“. Como o louco das séries que todos vocês sabem que sou, quase toda semana eu estou assistindo alguma nova. Mesmo assim, não é sempre que uma série me deixa tão obcecado a ponto de implorar para que os meus amigos assistam também para que eu possa ter alguém com quem falar sobre e compartilhar um pouco a maluquice.

Skam é uma série de drama norueguesa que em pouco mais de um ano se tornou uma das mais assistidas do país. Sendo de um país onde a língua materna não é o inglês e consequentemente os personagens falem norueguês, depende muito da qualidade da série para que ela se torne um hit, como está acontecendo com Skam ao redor do mundo. Às vezes me sinto ouvindo uma sequência ilógica de sons ao invés de palavras, o que me faz prestar muito mais atenção nas legendas e assim no que está acontecendo na série. Mas acredite, vale a pena! Vou te dar 7 motivos para assistir, mas antes, vou explicar:

A série conta o dia a dia de jovens adolescentes que vivem em Oslo, a capital da Noruega, enquanto descobrem as facetas das próprias personalidades e como lidar com as consequências de suas ações. Até aí, nada novo. O jogo vira, quando a série começa a abordar temas que estão diretamente ligados à vida real, ao mesmo tempo que mescla a ficção com a realidade ao utilizar as redes sociais. A série começou em 2015, mas já coleciona 3 temporadas e cada uma delas é centrada em 1 personagem específico. Vamos aos motivos?

SE MANTÉM PRÓXIMA A REALIDADE 

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Enquanto outras séries adolescentes, como as diversas versões de Skins (que por um período da minha vida amei muito), fantasiam e saturam demais problemas da idade, Skam trata de assuntos muito mais relacionáveis com a vida real em situações e de formas mais possíveis de acontecerem com qualquer jovem no mundo. Até agora, em três temporadas Skam já falou sobre: Relacionamentos (Eva), Violência (Noora) e Sexualidade (Isak), e em todas elas, sempre prioriza o auto-descobrimento mesmo que também aborde outros assuntos para aprofundar a história.

USA REDES SOCIAIS COMO NENHUMA OUTRA SÉRIE

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Seria esse o futuro das séries de televisão? Os personagens da série utilizam as redes sociais como toda pessoa no século 21 e o grande trunfo do canal, foi trazer tudo isso para a realidade. Durante a semana que antecede o próximo episódio, clipes curtos dos personagens são liberados no site oficial da série no exato horário em que eles acontecem, assim como também são postados prints de suas mensagens para complementarem o enredo do episódio que anda irá ao ar. Todos os personagens tem perfis no Instagram que são atualizados de acordo com a storyline da série, como se as fotos fossem realmente postadas por eles. Legal, né?

DISCUTE A REPRESENTAÇÃO LGBTQ+

Na temporada atual, Isak está debatendo com a descoberta de que é um jovem homossexual. Apesar de nenhum de seus amigos terem problema com isso e inclusive, desde a primeira temporada darem sugestões de que isso seria abordado no futuro, ele encontra em sua segunda família o apoio necessário para assumir sua verdadeira identidade enquanto se aventura nas camadas do primeiro amor. O casal Evak (Isak + Even) já se tornou o favorito dos fãs e a temporada, a mais aclamada até agora.

LIDA COM TÓPICOS PROFUNDOS E IMPORTANTES

Pegando carona no anterior, descobrimos que Even, personagem da terceira temporada, sofre de bipolaridade. A abordagem acontece de forma tão natural que é um choque para nós da mesma forma que é para os personagens envolvidos. Nas temporadas anteriores, Noora teve que lidar com a dúvida do que fazer no caso de um abuso sexual enquanto era oprimida por um abusador psicológicamente manipulativo. Skam também aproveitou para falar, de forma mais sutil, sobre religião (Sana, é islâmica e está sempre usando o seu hijabe), distúrbios alimentares, estereótipos, feminismo e padrões sociais para homens e mulheres.

ENSINA A AGIR EM SITUAÇÕES PESADAS

A série mostra seus personagens passarem por problemas não muito discutidos e considerados tabus na sociedade e dessa forma, ensina qual é a maneira mais segura para se agir nos casos citados. Quando Noora acorda nua em uma cama ao lado de um rapaz e uma garota, após ter tido um apagão na festa da noite anterior, ela tem que lidar com a dúvida de ter sido ou não sexualmente violentada e por alguns episódios sofre ataques de pânico ao ser ameaçada pelo abusador em ter fotos tiradas sem o seu consentimento divulgadas. Quando conta para suas amigas, após alguns dias trancada no quarto sem conseguir enfrentar o que há do lado de fora, elas a levam imediatamente à um médico e logo após à polícia, sendo a primeira atitude a ser tomada em um caso como esse. Na primeira temporada, Vilde é levada pelas melhores amigas ao ginecologista antes de ter a primeira relação sexual e Eva tem que lidar com seus problemas de confiança, quando uma traição coloca seu namoro com Jonas em jogo.

ESTÁ TUDO ONLINE

Outra grande jogada da NRK, o canal que produz Skam, foi a de upar todos os episódios em seu site oficial de graça, dando a oportunidade dos fãs de replicarem o mesmo com legendas em outras línguas. A série tem poucos episódios e em sua maioria não ultrapassam de meia hora, pode ser assistida na íntegra aqui, caso você fale norueguês fluente, ou nesse site, comandado por fãs que traduzem tudo.

O FANDOM É COMO UM ABRAÇO QUENTINHO

De todos os fandoms das séries que eu me tornei fã, o de Skam é um dos melhores. A série está totalmente em uma língua nada popular no mundo e todos os fãs se unem para de alguma forma, seja com apoio moral ou sincronização das legendas, para disponibilizarem os episódios para o maior número de pessoas possíveis, replicando incontáveis vezes os arquivos em diversos servidores diferentes. A paixão em comum é tão grande e tão positiva, que fui recebido como se já fosse de casa e todos os posts e fanarts são como um daqueles abraços apertados que tocam lá no coração.

A série tem se tornado tão popular que foi parabenizada pela polícia norueguesa pela forma inteligente com que trata de tópicos tão importantes. Skam tem episódios novos todas as sextas e é legendado poucas horas depois. Fique de olho nas redes sociais (o Tumblr é o point da fã base) para não perder nenhuma atualização em tempo real.

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14/11/2016
por Douglas Vasquez
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Quando Sabrina Carpenter entrou na cena musical com o seu até então tímido disco de esteia, “Eyes Wide Open” (2015), ninguém imaginou que a loirinha fosse encontrar a sua voz tão cedo e criar um som tão coerente e explosivo logo de cara. Em “EVOLution“, segundo disco de sua carreira com a Hollywood Records, Sabrina mostra que sua voz é capaz de mais do que o country pop que havia nos entregue no ano passado e apresenta uma gama de maturidade e consistência que só tem a melhorar em seus próximos trabalhos.

No início do ano, Sabrina lançou a inedita “Smoke and Fire” como parte do seu novo trabalho e logo ali a mudança de sonoridade ficou evidente. A música, que acabou não entrando para a tracklist do disco, foi o suficiente para chamar mais atenção à seu trabalho e lhe rendeu diversas participações em programas de televisão nos Estados Unidos, sendo então o seu passe para ser oficialmente considerada a cantora pop que a atual geração do Disney Channel precisava, em tempos em que o canal já não emplaca mais seus artistas como antigamente.

“Arte produz emoção, emoção produz mudança e mudança produção evolução.”

O primeiro single da nova era é “On Porpuse“, a música, que também abre o disco, começa de maneira tímida, apenas voz e piano e aos poucos, cresce até alcançar o seu refrão explosivo, e nos apresenta à nova sonoridade pop de Sabrina. A letra é afiada, assim como a grande maioria do disco e busca no tropical house, que tanto ouvimos neste ano, um pouco de influência para torná-la um pouco mais dançante. A fórmula é repetida de certa forma na música que segue, “Love Feels Like Loneliness“. A balada flerta com o tropical house e abusa de alguns efeitos magnéticos, enquanto sobe criando uma sensação de raiva e mágoa.

Em “Thumbs“, Sabrina critica a forma que a sociedade não quebra o seu ciclo vicioso, onde todo mundo é igual a todo mundo e em sua maioria, segue da mesma forma por décadas e décadas. A canção é uma das melhores de sua carreira e uma boa aposta para as pistas de dança, abusando muito do eletro pop, levanta o ânimo do disco.

No Words” é uma das minhas favoritas até então. A música, é mais uma que busca influências no flerte do pop com o tropical house para compor o seu ritmo e a aposta de criar essa ligação entre as canções do disco funciona. A letra, foi composta em parceria com Ido Zmishlany e também produzida por ele. Segundo a cantora em um dos shows da Evolution Tour, sua primeira turnê como artista principal, é uma canção apaixonada que referencia ao sexo.

“As costelas são a prisão de um coração selvagem, posso sentir o seu batendo entre  as barras.”

A primeira real balada do álbum é “Run and Hide“, a música apresenta apenas a voz de Sabrina com uma guitarra elétrica no fundo. A canção, apesar do teor romântico, nada se assemelha com seus trabalhos passados e abrange uma grande maturidade vocal sendo a primeira parada para respirar antes de voltarmos para a pista de dança. “Eu quero ser amada, não quero ter que fugir e não quero me esconder mais”, canta.

Mirage” é outra grande canção pop no disco que também bebe da fonte do tropical house. Na letra, Sabrina questiona a si mesma se fama é real o ou apenas uma miragem. Miragem pode ser definida como uma ilusão de alguma forma, onde ela fica em dúvida se todos em Hollywood à sua volta estão vivendo “a cena” escondidos sob uma máscara. “Cada rosto é um holograma. Somos todos pegos em um sonho e todos se fingem de inocentes, é tudo parte do negócio.”

Quando você imagina que o álbum não pode ficar melhor, temos a poderosa “Don’t Want It Back” que de certa forma, não chega tímida como as outras, mas também cresce conforme se aproxima do refrão. “Quando está tudo sob ataque, você tem o meu coração e eu não o quero de volta”, ela canta envolta a batidas sintéticas e estalares de dedos. A canção segura em si o poder de levar Sabrina à outros níveis em sua carreira e à rádios nacionais e internacionais, com um grande potencial à single.

Shadows” é a segunda balada do disco que já chega em sua reta final. Mais uma vez provando o seu potencial vocal, Sabrina nos entrega uma canção nostálgica sobre se entregar ao amor e não ter medo de estar com alguém por seus erros no passado, sua sonoridade flerta com o R&B em alguns momentos. A penúltima canção do disco é “Space“, uma música pop daquelas que a gente coloca os fones de ouvido no meio da noite e dança como se ninguém estivesse vendo. Nela, Sabrina implora por espaço em um relacionamento que está a sufocando: “Preciso experimentar um pouco de liberdade, preciso de um pouco de espaço para respirar, mas sei que você está me observando. Você está logo ali me observando.”

Para encerrar o álbum, “All We Have Is Love” é uma canção pop saudosista e gloriosa recheada de ganchos e batidas sintetizadas. Sabrina canta sobre celebrar o que mais importa, que em sua concepção jovem, é o amor. O tom profundo e emocional marca um ponto final de uma história que foi contada milhões de vezes, mas para ela, é apenas a primeira vez. Ela encerra “EVOLution” celebrando uma grande jornada de sentimentos adolescentes, como paixão e relacionamentos que ora parecem incríveis e infinitos e ora parecem o fim do mundo sem perder o brilho e otimismo, sabendo que tudo muda e tudo evolui.

No fim das contas, faz sentido não vermos “Smoke and Fire” no disco. Uma música de transição, onde embora seja dominantemente pop do início ao fim, ainda é possível encontrar referências do country que pudemos ouvir em sua estreia, não fazendo sentido e nem coesão com a proposta que Sabrina buscou experimentar trazer nas dez faixas do “EVOLution”. É impressionante ver a grande evolução musical de uma artista de dezessete anos para o cenário pop, se a compararmos com outras estrelas da Disney quando tinham a mesma idade, como Miley Cyrus e Selena Gomez; uma maturidade dentro da cena que só foi alcançado alguns anos depois, quando deixaram a gravadora do canal infantil.

Sabrina está fazendo o seu caminho na indústria pop de forma brilhante e inteligente e mal posso esperar por o que virá a seguir.

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10/11/2016
por Douglas Vasquez
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NERVE, 2016 | JEANNE RYAN | OUTRO PLANETA | 304 PÁGINAS | ISBN 978-85-422-0787-3

De alguns anos para cá, venho acompanhando a carreira da atriz Emma Roberts. Sou apaixonado por ela e alguns de seus filmes estão nas minhas listas de favoritos, vez ou outra sempre estou procurando algum trabalho novo dela para assistir. O dia em que conheci “NERVE” foi mais ou menos assim.

Vi o trailer do filme em uma tarde e o impacto foi instantâneo. Marquei em meu calendário o dia em que ele iria estrear nos Estados Unidos e logo depois fui atrás de informações sobre a sua exibição aqui no Brasil. Fiquei aliviado quando vi que o longa viria para cá pouco tempo depois. YAY, vou poder ver tudo isso na tela do cinema, foi o que pensei. Depois de ver o filme, corri para a livraria mais próxima (oi, Saraiva) e comprei o livro. Simples e sem arrependimentos.

O livro conta a história de Venus (Emma Roberts), uma adolescente do ensino médio que está sempre nos bastidores e nunca em frente aos holofotes. Sua melhor amiga é Sydney (Emily Meade), a garota popular e estrela do musical Romeu e Julieta do colégio. Vee é responsável pela maquiagem do elenco e pela função de puxar as cortinas em todas as apresentações e em uma delas, conhece o jogo online NERVE. Recentemente ela passou por um trauma “acidental” que quase tirou a sua vida e deixou seus pais muito mais protetores do que já eram antes.

“Apesar do ódio que passei a sentir por esse jogo, estou curiosa. O NERVE sempre acerta com coisas que eu quero muito.” 

Na adaptação para o filme a história é contada de forma diferente, tendo apenas os personagens e o tópico central da trama sido mantida. Vee é fotógrafa e seu irmão mais velho faleceu pouco tempo antes. Agora, vive apenas com a sua mãe (o paradeiro do pai não é explicado), uma médica que vive ocupada e passa pouco tempo em casa com a filha. Ali, Sydney é uma líder de torcida muito popular que já está jogando NERVE (no livro ela não joga e por isso fica com inveja da amiga por ter o feito antes dela) e desafia Vee a se colocar fora de sua zona de conforto.

Nos dois, a premissa do jogo é a mesma: Observador ou Jogador? Os Jogadores cumprem desafios feitos pelos Observadores e a organização do jogo, com o objetivo de testar os seus limites, culminando em um ranking que levará os dois melhores de cada cidade à uma final ao vivo. Os Observadores por sua vez tem a função de assistir os seus favoritos, criando servidores independentes para sustentar a brincadeira toda. Voltando para a trama do livro, Vee toma a decisão de participar do jogo após ouvir de todos os seus colegas que não é uma garota divertida ou corajosa, embora seu melhor amigos Tommy (Miles Heizer <3) a persuadir do contrário. Em seu primeiro desafio, Vee conhece Ian (Dave Franco), um rapaz um pouco mais velho que ela e muito misterioso. Apesar disso, ela se une a ele em uma parceria que eleva seus pontos no jogo.

Na história de Jeanne Ryan, a cada desafio completado os participantes ganham presentes — coisas que colocaram em suas listas de desejo em lojas online; no filme, os prêmios são em quantias de dinheiro depositadas em suas contas bancárias.

“É difícil acreditar que pouco antes eu estava deprimida atrás de uma cortina empoeirada vendo minha melhor amiga me esfaquear pelas costas. E agora? Prêmios, diversão e dinheiro, talvez. Adoro esse jogo.”

O livro e o filme embora carreguem histórias distintas, são igualmente muito bons. Em nenhum momento eu me peguei pensando que um era melhor do que o outro, ou que tal coisa deveria ser de uma forma ou de outra. Os desafios do longa acompanham o tom digital e futurista do filme, o que em alguns momentos, torna a crítica social da história original um pouco mais leve e divertida.

A narrativa da autora é surpreendentemente cativante e me prendeu de imediato, logo nos primeiros capítulos. Conforme a aventura de Vee e Ian avançam e nos aprofundamos em diversas camadas da personalidade dos dois personagens, começamos a entender o buraco negro em que os dois se meteram. Dois estranhos, apaixonados, que decidem depositar toda a sua confiança um no outro e em um jogo controlado por pessoas que nunca viram na vida.

Em ambas as histórias Ian tem um passado complicado, mas ainda assim, Vee é a grande heroína no final das contas. A garota frágil que não estava confortável na situação em que a sua vida estava encontra forças em suas próprias atitudes ao se aventurar e confiar nos próprios instintos. A Vee do filme se vê em uma situação de prisioneira ao chegar no clímax do filme e mesmo tendo que contar com a ajuda de seus amigos para colocar seu plano de fuga em prática, não demonstra mais a insegurança que estava estampada no início do filme. Já a Vee do livro se dá conta de que está em uma situação de vida ou morte quando tem que vivenciar seu maior trauma pela segunda vez e percebe que para sobreviver não precisa ninguém mais além dela mesma.

“Somos os atores nessa produção doentia. Os observadores, essa escória, podem estar em qualquer lugar do mundo, bebendo, fazendo apostas e torcendo por sangue.”

Após toda a aventura, que acontece durante apenas uma noite de sexta-feira, acaba deixando uma pulga atrás da orelha do leitor — e da própria Vee. A autora ao ser questionada sobre uma possível continuação disse que não pretende escreve-la. Essa foi a pior parte de toda a minha jornada com Nerve: saber que tudo se limita a apenas um livro.

O que me incomodou no filme foi o fato dos roteiristas colocarem Vee e Sydney uma contra a outra em uma disputa de poder. Enquanto no livro a briga entre as garotas é apenas um dos desafios e logo depois é resolvido, no longa a premissa toda é a de uma provando para a outra que consegue ir cada vez mais longe. Então, é claro que colocar duas personagens femininas para brigarem por bobagem colocou contra tudo o que o feminista aqui acredita e defende.

A trilha sonora do filme é maravilhosa e durante toda a duração eu dei pulinhos de alegria toda vez que alguma música tocava para complementar as cenas. A própria Vee no filme é bastante adepta do streaming, o que cria uma uma sincronia bacana com quem está assistindo. No Spotify oficial do produtor da score, Rob Simonsen, tem uma playlist com todos os efeitos de fundo utilizados para construir o mundo digital do NERVE. Um outro usuário de lá também criou uma playlist maravilhosa com as músicas que foram tocadas e elas incluem Halsey, Melanie Martinez, MØ e muitos outros, ouça aqui.

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Lionsgate emma roberts dave franco nerve

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