15/08/2015
por Douglas Vasquez
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Desde o momento em que o mundo conheceu Caitlyn Jenner pela primeira vez, através do artigo da revista Vanity Fair, ela tem nos mostrado que você nunca conhece realmente uma pessoa. Quando Bruce se tornou Cait, trouxe consigo uma grande atenção da mídia, porém se você pensa que ela é como qualquer uma das Kardashians-Jenner, pense de novo. Ou melhor, você tem um grande motivo para assistir essa série-documentário, vou explicar qual é.

I Am Cait” não é como “Keeping Up with The Kardashians” ou como qualquer um dos outros realitys estrelados pelas garotas KK. No primeiro episódio nós somos apresentados à mulher por trás de todo o programa e a forma bastante natural (porém bastante tenso) em como ela está lidando com toda essa transição.

Cait é apresentada à diversas pessoas da família, incluindo a sua mãe, que está mais do que disposta a entender todo a situação e abraçar a filha da forma que realmente é. Temos até um momento bastante tocante, onde ela junto com uma psicóloga especialista em transgêneros, tenta compreender a forma como Cait sempre sentiu a sua vida toda, identificando até os momentos quando era apenas uma criança inocente que não gostava de se vestir como um garotinho. Além da presença das filhas Kylie e Kendall, Kim Kardashian e Kanye West e a irmã mais velha de Cait.

“Você não está me assustando. Você está linda.” – Kendall Jenner

Já nos outros episódios podemos realmente entender o motivo do grande show, que é abrir espaço na mídia para pessoas transgêneros. E a forma como tudo é mostrado é um grande acerto. Cait ainda é um bêbê na comunidade, por seu pouco tempo de transição, e junto com um grupo de mulheres que já passaram por isso há muitos anos, ela visita um grupo de ajuda e conhece pessoas com histórias tão ruins que são inimagináveis para ela.

Como a primeira mulher trans a ter esse destaque na mídia, ela quer usar a sua voz para fazer o bem e salvar o maior número de pessoas que lutam com todo esse sentimento. É o grande feito do show, que une a sua vida pessoal e seus medos quanto ao “novo corpo” (todo mundo ama saber da vida dos outros, né?) à uma causa bem maior do que imaginamos.

Eu só assisti três episódios até agora, acredito que os outros não tenham sido exibidos ainda, mas recomendo forte para quem tem interesse em conhecer esse mundo novo que geralmente não recebe muita atenção das pessoas. O mundo tem se tornado mais aceptivo à comunidade LGBT e disposto a entender o que é igualdade de gênero. Yay Mundo!

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Falhei no BEDA e não postei na quinta e nem na sexta, fué fué, a faculdade voltou e diminuiu meu tempo em casa para escrever. Vou tentar fazer um estoque de posts por aqui e deixar tudo certinho pra vocês não ficarem “ué, cadê post novo?” haha

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