12/10/2014
por Colunista Convidado
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pedaço de amor

Acredito que Lúcia se apaixonou por Téo todas as vezes em que seu olhar se perdia pelos cantos da sala de aula e acabava o encontrando. Ela pode até dizer que não estava apaixonada, apenas interessada ou qualquer outro termo pra me enrolar, mas eu sou um fiel defensor do amor (ou paixão) à primeira vista. E com ela sendo uma menina essencialmente sonhadora e romântica (também podemos dizer dispersa), a teoria não é nada tão improvável.

Já Téo, inicialmente pode ter se aproximado de Lúcia com a iniciativa dela de puxar assunto, clássica de uma garota decidida no que quer. E depois disso, era muito fácil tê-la na cabeça. A garota é do tipo que existe em toda escola; aquela que deixa todos encantados por seu carisma e seus talentos, e por isso, às vezes não sabe a comoção que causa.

Mas apesar de tudo isso, ela sabia muito bem onde estava se metendo, pois Téo era um garoto que era visto em muitas festas, tinha um longo histórico e não procurava nada sério. E além do mais, sabia que mais um amor implicaria em correr contra a corrente que tentou com todas as forças navegar da última vez. Mesmo assim, enfrentou tudo, pois sabia que desistir antes mesmo de tentar acabaria com ela.

Então, Lúcia continuou a querer saber cada vez mais de Téo, e vice-versa. Cada sonho, cada familiar, cada motivo que os faziam sorrir era compartilhado. E assim algo novo nasceu. Ele descobriu que ela era muito mais do que todos viam, e ela percebeu que por baixo de um garoto aparentemente desleixado em determinadas coisas, havia timidez e apreço por sentimentos. E infelizmente, foi por esse motivo que as coisas começaram a dar errado.

Como em um livro, uma terceira pessoa entra na narrativa, e tratar de dizer o que já era complicado para Téo, que era apenas ser honesto com o que sentia, se tornou impossível. Eu me lembro de ter conversado com ele e sentido verdade em suas palavras quando dizia se estar confuso e tudo mais (um provável efeito colateral de quando um garoto conversa com seu coração pela primeira vez). E mesmo com um novo garoto em sua vida, Lúcia queria apenas Téo, pois já estava fundo demais para sequer pensar em voltar pra superfície de uma vida sem ele ao seu lado. Mas já não estava tão certa se Téo desejava a mesma coisa.

O tempo foi passando, a distância foi chegando lentamente. Cada um em seu canto, com suas próprias razões, mas o medo falava sempre mais alto do que as palavras presas em ambas gargantas. Até que Lúcia pensou que não havia necessidade de todo aquele clima típico de término, afinal de contas, eles não chegaram a ter nada. E era melhor tê-lo perto como amigo do que apenas alguém que já gostou que estará em algum lugar do mundo. E ele pensava o mesmo.

E de uma forma natural, sem precipitação e sem pressa, o sentimento que Téo tinha tanto medo em demonstrar, hoje já é algo normal, tanto para ele, quanto para Lúcia. Isso tudo porque dessa vez, nada foi apressado ou planejado, apenas aconteceu. Isso tudo, porque não importou somente o que Lúcia ouviu falar ou viu em Téo, e sim que Lúcia queria descobrir realmente quem era Téo. E isso tudo, porque quando se é de verdade, nada consegue deter duas vidas unidas em uma só, com destino à felicidade.

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