03/06/2015
por Douglas Vasquez
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CAPRICHO PRIMEIRA E ULTIMA

É com grande peso no meu coração que eu começo a escrever esse post hoje. Quando fiquei sabendo do encerramento da Revista Capricho, mesmo que apenas o impresso (que era a parte mais legal), não acreditei, tudo ao meu redor parou por um instante. Mas é verdade: a Editora Abril está encerrando as atividades impressas da revista.

O motivo de todo o meu mini desespero é que a minha meta principal, que estudo jornalismo, era estagiar na revista assim que chegasse a hora. Meninos também lêem a Capricho, sim! E a revista que foi tão importante na minha vida e na de muita gente por aí, não só como público, mas a galera do editorial também, vai deixar saudades.

Me lembro como se fosse ontem todas as edições quinzenais com meus artistas favoritos na capa escondidas no meu guarda-roupas, para que o meu pai não as visse, por pura ingenuidade minha naquela época. Hoje eu sei que ele sabia de todas elas – que ainda estão guardadas da mesma maneira e por coincidência, hoje mesmo eu estava planejando fazer um post com as minhas duas edições especiais favoritas, será que ainda rola?

A Revista Capricho foi responsável pela formação profissional de muita gente bacana que conhecemos hoje pela blogsfera a fora, além de ter criado inúmeras oportunidades para essas mesmas pessoas conhecerem outras pessoas e lugares das quais sonhavam. Ela sempre foi realizadora de sonhos, pode acreditar! Quem se lembra da Temporada de Moda Capricho, que deu uma chance para pessoas como eu e como você aí, fashionistas, de estarem do lado de lá realizando sonhos?

E agora, apesar da revista manter o seu segmento online, eu me pergunto o que é que devo fazer. Me pergunto também como será a interação dos leitores dessa nova era que não poderão ter as mesmas experiências que eu tive lá atrás. De correr para as bancas e sem nem hesitar pegar a Capricho dentre todas as outras revistas teens que eu sempre achei meio wannabe perto dela. Qual será o impacto que essa geração terá em relação as capas das revistas? Acho que é algo que terei que aprender, já que vou trabalhar com essa área da comunicação e o engraçado disso tudo é que eu nem imaginava o impacto que ela teria na minha formação profissional.

No começo do semestre meu professor de Interpretação e Produção de Textos abriu vagas para uma aula extra-curricular, de fotonovela, e em uma de suas aulas o tema foi a Capricho. Estudei como ela começou, lá na década de cinquenta, contando romances em suas páginas e de como ela evoluiu e encontrou seu caminho sendo o que conhecemos hoje. É o fim de uma era. É o fim, que eu acreditava que nunca chegaria, mas chegou e provavelmente daqui há alguns anos quando eu tiver aulas sobre editorial impresso mais a fundo, algum professor mencionará o fim da “extinta revista Capricho”, como uma progressão natural ao digital na história.

Obrigado revista Capricho (e quando falo “revista” quero dizer toda a equipe editorial que a tornou possível), pelos bons momentos que tivemos juntos, pelas colunas na última página, por todos os testes sem sentido que fizemos e até mesmo por ser corajosa e quebrar tabus em suas páginas. Já estou com saudade!

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