03/08/2015
por Douglas Vasquez
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charli xcx tr

Não foi muito difícil escolher esse álbum para ser o quarto tema e quando o Lucas mencionou-o ao ver a lista dos 52 temas, eu só tive a confirmação do que eu já estava pensando. Não é aquele álbum super pop cheio de música alegre que você dança até os pés doerem, não, é aquele disco cheio de música esquisita que faz você mexer seu corpo de formas esquisitas pra acompanhar a cantora.

Charli XCX abre o seu segundo álbum “True Romance“, lançado em 2013, já definindo a vibe das músicas: toda esquisita. Quando eu ouvi “Nuclear Seasons” pela primeira vez me lembro de ter pensado “mas que música horrível é essa?” e logo depois “eu amo essa música, replay” eu nem imaginava o quanto de conforto que encontraria no romance verdadeiro alguns meses depois. A intro da música tem uma aura espiritualística (?) e cresce despretensiosamente nos levando à batida gostosa que nos faz dar umas chacoalhadinhas enquanto ouve, é uma das minhas favoritas, cheia de sons 8bits remetendo aos anos 90.

Seguindo em frente, a música que fez eu me apaixonar pela cantora, em “You (Ha Ha Ha)” ela canta sobre um cara que fugiu quando percebeu o sentimento crescendo dentro de si. Tem como não amar uma música que já começa com sons equisitos que eu nem sei definir toda noventista? “Cause we used to be the cool kids / You were old school, I was on the new shit“, será que ele é do meio musical? Seja quem for, ele fodeu tudo.

Na terceira faixa o álbum só melhora e eu danço de uma maneira toda esquisitona nessa música (aliás, já viram a Charli dançando no palco? Jeez!), em “Take My Hand” ela implora pra fugir com o cara pra ficar chapadona, dançar e curtir muito. A sonoridade puxa menos pro lado 8bits como as duas faixas anteriores e flerta com os sintetizadores e uma batida mais pesada, finalizando de uma maneira mais suave elevando os vocais preparando perfeitamente o ambiente para a próxima música  Let’s dance! “Stay Away” é aquela música que você escuta quando termina um namoro e só quer chorar sozinho num canto e depois que acaba é um alívio, que vocÊ tirou do peito. Não, não é uma baladinha parada e chata, pelo contrário, o som mais pesado eleva a sonoridade da música com os vocais trabalhados no eco te transportando para outra era.

Um pouco parecida com a faixa anterior, “Set Me Free” eleva um pouco a vibe para o pop, cantando o refrão com backing vocals, ela confessa que não pode mais ficar com o cara auto-destrutivo que está acabando com a sua vitalidade, “You can feel my pain” ela repete diversas vezes ao final da música. “Grins” é uma música bem mais urban do que as outras anteriores e leva um pouco à confusão, mas uma confusão que faz sentido, sabe? Charli arrisca um pouco de rap no começo e logo depois canta junto de uma voz irritante (mas que eu não consigo odiar), “cause I feel like I’m in heaven dancin’ with an angel“, ela quer se entregar completamente para esse amor, mas será que ele sente o mesmo por ela?

So Far Away” segue o caminho mais urban que o álbum tomou e dessa vez, Charli canta quase toda a música num rap deixando bem claro que ela quer o amor tóxico, que começou na internet, mesmo estando so far away e não fazendo bem para ela. A oitava faixa do ‘True Romance” é “Cloud Aura“, uma parceria com a rapper Booke Candy, deixando o disco mais urban possível e declarando o coração partido; “you broke my heart and I’m never gon’ forget this“. Em “What I Like” você simplesmente fecha os olhos e se joga à batida da música, totalmente te levando aos anos noventa, fechando a “era urban” e despreocupada que ela trouxe.

“Black Roses” recupera o fôlego pop cheia de upbeats e sintetizadores, “this is another level” canta ela fazendo com que você não fique parado enquanto se envolve com ecos e altos e baixos. É uma das minhas faixas favoritas do álbum para a vida toda, tem como não gostar dessa mistura noventista (que todos sabem que eu venero) com um jogada despretensiosa do pop atual? “You’re The One” fecha o tempo jogando um som pesado de início, para logo depois clarear um pouco o tempo no refrão, onde Charli admite que não tem jeito, ele é o cara que a faz se sentir nas estrelas. Gente apaixonada se joga, né? Dancing in the dark

Encaminhando-se para encerrar o disco, “How Can I” é uma das poucas faixas explícitas do disco, mas é aquela que acaba esquecidinha depois que você ouve, a menos impactante. “How can I fix what I fucked up?“, se pergunta Charli numa vibe jogada e bastante arrastada. Até pulei, ops. Fechando o disco com a décima terceira música, “Lock You Up” dá uma compensada na anterior enquanto se despede, misturando um pouco de tudo que ela trouxe no álbum: a vibe jogada e noventista, sintetizadores e batidinhas “fofas”, “What do I do to lock you up inside my heart?” mostrando que ainda está apaixonadinha, mesmo depois de tudo.

 


CONSIDERAÇÕES FINAIS:

True Romance (2013) – ouça no Spotify, Deezer ou Rdio.

Melhores músicas: “You (Ha Ha Ha)”, “Nuclear Seasons”, “Black Roses”, “Stay Away”, “Take My Hand” e “Set Me Free”

Pior música: “Cloud Aura” feat. Brooke Candy (eu não sou muito um admirador de música urban, ainda mais com rap.)

Não deixe de ouvir: “Nuclear Seasons” S I M

Por que você deveria ouvir? É perfeito pra quando você tá a fim de apagar as luzes e se jogar na dança sem ser julgado com o seu melhor amigo.

Na escala de 1 a 5 creepers da Charli, quanto o “True Romance” vale?

charli creeper

(A escala de classificação é totalmente inspirada na da Vic, give her some love!) ♥

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