05/01/2017
por Douglas Vasquez
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O LIVRO DE MEMÓRIAS, 2016 | EDITORA SEGUINTE | 352 PÁGINAS | ISBN 8555340179 | 🛒 COMPRE

O que você faria se soubesse que toda a sua vida sumiria de sua memória em pouco tempo? Como reagiria quando soubesse que todos os seus planos e sonhos se tornariam impossíveis de alcançar por causa de uma doença incurável? Esse é o terrível desafio que Sam McCoy, personagem principal do romance de Lara Avery enfrenta em “O Livro de Memórias”.

Sim, este é um livro sobre uma garota doente. Sammie é uma personagem que me tirou do sério inúmeras vezes e me fez rir em várias outras também. Ela é uma garota que está se formando no ensino médio e sempre deu o melhor de si para se tornar a melhor em tudo o que faz. Até descobrir que sofre de Niemann-Pick tipo C, uma doença que faz o seu corpo parar de funcionar lentamente, com sintomas terríveis, como a perda de memória. Então você já imagina que este livro terá seus momentos tristes, mas eles incrivelmente foram poucos, na realidade.

Sabendo que sua doença não tem cura e é extremamente rara em jovens da sua idade, Sammie está no meio de um furacão, por não existir casos suficientes para serem comparados com o dela, então decide escrever um livro contando para a “Sammie do futuro” (a versão dela mesma com a demência avançada) um punhado de histórias sobre pequenas coisas do seu cotidiano, amor, primeiras vezes, amizade e família.

“Não estou me iludindo: sei que estou doente. Mas não vou me preparar para o fracasso. Vou conseguir fazer tudo.”

Sammie é determinada e não deixa nada ficar no caminho do seu objetivo, tem um humor incrivelmente sarcástico e auto-depreciativo, não sabe ser sociável e quando vai à uma festa prefere ir até a estante explorar alguns livros e está frequentemente lembrando a si mesma que não é um robô. Essas são características tão relacionáveis que em diversas situações eu me vi Sammie McCoy e me peguei pensando e se fosse comigo?

Ela é uma personagem intensa, que explora seus limites pessoais e escreve para o futuro sem se dar conta de que a Sammie do futuro já está ali, falhando. Conforme a doença deteriora o seu corpo e ela tem episódios de perda de memória, ela começa a escrever de forma infantil e sem critério algum em seu livro de memórias; essa foi a forma que a autora encontrou para nos fazer entender o seu estado mental enquanto o livro avança.

O livro é interessante por mostrar que os seus problemas são seus para contar e não dos outros. Ser estereotipado é horrível e Sam se recusa a deixar-se definir pela NP-C mesmo quando seus planos se esvaem por entre seus dedos e ao tropeçar em alguns momentos, como deixando de contar para a sua melhor amiga, até que sua perda de memória faz com que elas percam um campeonato de debate importante. Sam toma o controle de sua vida ao contar sua história por trás da doença através do livro.

“Às vezes a vida é só terrível. Às vezes a vida te dá uma doença estranha. Às vezes a vida é muito boa, mas nunca de um jeito simples. E quando eu olhar para trás vou saber que tentei.”

Lara Avery cai no senso comum em alguns momentos, um deles ao criar um triângulo amoroso entre Sam, Stuart (seu crush escritor super talentoso desde a pré-adolescência) e seu melhor amigo desde que se entende por gente, Cooper. Mesmo que o romance tenha sido muito bem escrito em ambos os lados, mesmo que eu tenha torcido para os dois rapazes, mesmo que eles tenham sido importantes para a construção da personalidade de Sammie, que passa de uma garota intensa e rígida com as pessoas a sua volta para o extremo oposto, eu gostaria que a abordagem sobre a doença durante o livro tivesse sido um pouco mais detalhada, afinal, NP-C não é algo que a gente ouve falar todos os dias, né?

Este não é mais um “A Culpa é das Estrelas”, ou “As Vantagens de Ser Invisível”. É um livro completamente diferente por ter uma personagem tão real e bem escrita, que ao chegar no final da história você sofre, pois ela se torna sua amiga.

A doença de Niemann-Pick tipo C é desconhecida da maior parte da população e, muitas vezes, até da própria comunidade médica. Está associada a um acúmulo progressivo e anormal de material gorduroso dentro das células, decorrente de uma anormalidade no transporte intracelular de vários glicolipídios e do colesterol, o que provoca níveis excessivos de colesterol e outros lipídios no fígado, baço e cérebro.

Fonte: Actelion

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31/12/2016
por Douglas Vasquez
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OI, GENTE! ✨ Chegamos naquela famigerada época em que eu (atrasado como sempre) faço uma lista do que eu mais gostei durante o ano. Dessa vez, ao invés de falar só sobre música, postarei sobre todas as coisas que falo aqui no meu pequeno espaço na interwebs e para começar, vou listar os melhores livros que li durante 2016 — um ano que foi tão ruim pra todo mundo, mas que felizmente não amargurou as minhas leituras. (Desculpa Giulia, não vai ter vídeo esse ano, ha)

Primeiro, fora Temer. Segundo, eu finalmente aderi ao Goodreads pra manter as minhas leituras em ordem (desculpa Skoob, eu até tentei) e também ao TVShow Time, pra controlar as séries (todo mundo sabe que eu sempre esqueço onde parei, é muita série). Eu já tinha perfil em todas essas redes sociais, mas nunca, nunquinha eu conseguia manter as atualizações e acabava largando de lado, mas dessa vez foi diferente! Dá até um orgulho de ver tudo certinho, o meu TOC agradece imensamente. Mas vamos ao que interessa agora: os melhores livros que li em 2016. O post vai ser um pouco longo, como sempre, mas não desiste de mim e continua lendo, tá bom? Então tá bom.

“CARRY ON”, de Rainbow Rowell

Eu não poderia começar essa lista que não está em nenhum ordem específica sem esse livro no topo. Não é segredo pra ninguém que todos os livros da Rainbow se tornaram os meus favoritos da vida, né? Eu amo a narrativa que é tão característica dela, amo como ela constrói os personagens e é sempre amor à primeira página (is that a real thing?). É claro que com “Carry On” não seria diferente e de fato, foram tantas emoções lendo esse romance mágico entre Simon e Baz que eu simplesmente não pude conter tudo aqui dentro e chorei de felicidade e angústia durante toda a história. Apesar de todo o buzz sobre o livro ser uma fanfic de Harry Potter, posso bater na tecla de que não, NÃO É. Rainbow pegou um universo que ela mesma já tinha criado em Fangirl, e melhorou em 110% aquela narrativa do escolhido que já conhecemos de cor. Aliás, um livro em que os feitiços são bordões dos anos 90, letras de cantigas de roda e o casal principal são dois garotos, não tem como dar errado. Eu ri demais toda vez que eles abriam a boca pra usar magia, I REST MY CASE.

“Por um momento – nem sequer isso, um centésimo de segundo -, eu o imagino dizendo “A verdade é que me sinto terrivelmente atraído por você.” E então eu me imagino cuspindo na cara dele. E aí eu me imagino lambendo o rosto dele e o beijando. (Porque eu sou perturbado. Pode perguntar a qualquer um).”  Baz Pitch

Esse ano eu li dois livros e dois contos da Rainbow e embora nenhum deles tenha ganhado resenha, eu irei escrever com certeza.

“UGLY LOVE” + “NOVEMBRO, 9”, de Colleen Hoover

PARE TUDO O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO E VAI COMPRAR UM DESSES DOIS LIVROS AGORA! A Colleen é uma autora que está presente na minha vida há mais ou menos dois anos, mas foi só agora que eu criei vergonha na cara e comecei a ler seus livros. Decidi colocar os dois nessa lista porque não tem como mesmo! Li primeiro “O Lado Feio do Amor” (Ugly Love) apesar de todas as minhas dúvidas, não fiquei imune à febre que é Miles e Tate. Sabe aquele turbilhão de sentimentos que explodem de uma vez só e você fica se sentindo um mar de emoções instável pronto pra afogar quem estiver por perto? Foi exatamente assim que eu me senti ao ler tanto ele, quanto “Novembro, 9”. Fallon e Ben chegaram para constatar que CoHo não desaponta em escrever histórias que vão te deixar com a nossa querida ressaca literária quando terminar a leitura. Não escrevi resenha ainda, mas quando superar este último, irei trazer aqui para o blog. “Métrica” já está no cantinho aguardando 2017.

“O amor nem sempre é bonito, Tate. Às vezes você passa o tempo inteiro desejando que um dia ele mude. Que melhore. E aí, antes que perceba, você já voltou para a estaca zero e perdeu o seu coração em algum lugar no meio do caminho.”  Ugly Love

Leia a resenha: “O Lado Feio do Amor” (Ugly Love), de Colleen Hoover. 

“O CAVALEIRO DE BRONZE”, de Paullina Simons

Quando comecei a ler o primeiro livro dessa trilogia eu não sabia a profundeza do buraco em que eu estava me metendo. A ideia foi toda da Anna Todd, que me convenceu a ler junto com ela, como em um “clube do livro” e apesar de não gostar de ler livros sobre guerras, esse foi um dos melhores acertos do ano. Até agora, parei no segundo livro por não ter estruturas para seguir em frente. “O Cavaleiro de Bronze” tem mais de oitocentas páginas, que eu li em inglês (ganhei o primeiro volume, em português, da Grazy no Natal ♥) e a história de Tatiana e Alexander me deixou em prantos por tantos obstáculos que o casal enfrenta ao longo da jornada.

“E sua cabeça com cabelos tão sedosos e seu coração tão leve e sua respiração como a de um bebê. E sua aura de ouro em torno de você enquanto você caminha e lê e fala. E nossos corações ficam mais leves quando ouvimos sua voz quando sabemos que você está por perto. Nos preocupamos menos conosco quando você está aqui, e seu espírito flui gota a gota e acalma nossos corações inquietos.”

A resenha por aqui ainda não saiu, mas 2017 aguarda com um apanhadão quando eu terminar a trilogia toda.

“NERVE”, de Jeanne Ryan

No dia em que eu comecei a ler esse livro eu soube que ele seria um dos melhores do ano. Em 2016 eu li muito romance e “NERVE” veio para suprir a saudade de histórias mais científicas que “Jogos Vorazes” e “Divergente” deixaram nos anos anteriores. Eu amei muito o filme mesmo que os dois não tenham praticamente nada a ver um com o outro e depois dele me peguei prestando mais atenção nas trilhas sonoras dos longas.

“É difícil acreditar que pouco antes eu estava deprimida atrás de uma cortina empoeirada vendo minha melhor amiga me esfaquear pelas costas. E agora? Prêmios, diversão e dinheiro, talvez. Adoro esse jogo.”

Leia a resenha: “WE DARE YOU: NERVE, de Jeanne Ryan”

“UM DIA”, de David Nicholls

Minha história com “Um Dia” vem quando eu ainda estava no terceirão do ensino médio, em 2012, mas só agora tive a oportunidade de ler. É um pouco complicado, porque eu me vejo muito nessa história e me relacionei bastante com os personagens e tive que manter tudo quietinho dentro de mim. Apesar de alguns capítulos serem bastante maçantes, foi um livro que me doeu o coração quando li a última página. Tenho certeza que será uma releitura no futuro.

“Dexter sentiu Emma rindo contra o seu peito e naquele momento percebeu que não havia nada melhor na vida do que fazer Emma Morley dar risada.”

“UMA HISTÓRIA MEIO QUE ENGRAÇADA”, de Ned Vizzini

Esse é outro livro em que assisti ao filme antes de saber que era uma história adaptada. O filme é estrelado por Emma Roberts (olha ela de novo) e eu falei sobre ele em um post bem antigo aqui no blog. Por abordar assuntos como depressão, transtornos psicológicos e essa área bem delicada, eu me inseri na história de Greg e Noelle de uma forma dez vezes mais profundas do que eu esperava quando assisti ao longa. Esse foi também o primeiro livro em que eu usei post-its para marcar as minhas partes favoritas e acabou sendo o último, já que eu esqueci a cartelinha no final dele e guardei na estante. :p

“Às vezes acho que a depressão é simplesmente uma maneira de lidar com o mundo. Tipo algumas pessoas ficam bêbadas, outras tomam drogas, e outras ficam deprimidas. Porque tem tanta coisa aí fora, que você precisa fazer algo para lidar com isso.”

“COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ”, de Jojo Moyes

Eu li esse livro quando eu soube que o filme estava em pós-produção. A Grazy é uma grande fã da autora e desse livro principalmente, quando soube que eu queria lê-lo, ela trouxe a sua cópia e fez questão que eu não esperasse até ir À uma livraria e comprasse. Que livro, gente! Acredito que eu não preciso falar muito, pois a essa altura, com o sucesso que o longa teve nos cinemas, vocês já devem estar cansados de saber o que acontece. Apenas leiam, sério!

“A primavera chegou durante a noite, como se o inverno fosse um hóspede indesejado que de repente resolveu vestir seu casaco e desaparecer sem se despedir. Tudo ficou mais verde, as ruas foram banhadas por um sol fraco, o ar agora perfumado. O dia tinha sinais florais e acolhedores, com trinados primaveris como fundo musical.”

“BINGE”, de Tyler Oakley

HEY, WHAT’S UP GUYS, MY NAME IS TYLER OAKLEY! Eu queria taaaaaaaanto ler “BINGE” desde que ele foi lançado, no ano passado! O Tyler é um dos meus Youtubers gringos favoritos, como eu tinha dito em um dos posts do BEDA no ano passado e eu estava esperando pacientemente até que o valor do livro importado baixasse na Livraria Cultura, mas como isso não aconteceu, eu pensei “o que melhor do que ler o livro do Tyler do que ouvir o Tyler lendo o livro pra mim?” e assim eu baixei o audiobook. Foi a primeira vez em que eu ouvi um audio-livro inteiro e dou créditos à isso por ser um livro de não-ficção lido pelo próprio autor. Imagino que assim como quem lê o livro físico (que eu ainda vou comprar, aguardem), ouvir o Tyler contando as peripécias de sua vida me fez sentir como um amigo ouvindo uma longa mensagem de voz do outro após um dia longo e exaustivo. Recomendo para todo mundo, mesmo quem não acompanha a galera do Youtube, a dosagem entre o leve e o profundo nessa coletânia de histórias valem a pena!

“Encontrar o meu emprego dos sonhos foi como uma agulha no palheiro. Foi uma festa maluca onde cada caminho falho que tomei foi essencial para tirar uma palha de feno por vez, uma por uma. Demorou um pouco, e eventualmente encontrei a agulha, mas eu não conseguiria se não falhasse e falhasse mais uma vez.”

Em 2016 eu li precisamente 28 livros, ou pelo menos é isso o que o Goodreads tá dizendo. Minha memória é péssima e por isso, eu acho que pode estar faltando algum, mas enquanto eu não lembrar, você pode conferir todos aqui. A minha meta para esse ano foi ler 25 e não nego que dei uns pulinhos quando consegui não apenas alcançar, mas passar a meta. Quantos livros vocês acham que eu deveria ler em 2017?

✨ Esse é o último post do ano, então eu gostaria de desejar a todos um Feliz 2017! Desejo à todos vocês muitas coisas positivas, que vocês se divirtam com seus amigos, familiares, ou com quem quer que seja. No próximo ano as listas de melhores continuam e eu espero, do fundo do meu coração, que vocês tenham gostado de todas as mudanças que aconteceram aqui no blog em 2016. ✨

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20/12/2016
por Douglas Vasquez
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Você já ouviu falar do poder do X? Alexandra Ashley Hughes é Allie X e o “X” em seu nome é uma variável matemática que significa o desconhecido; uma maneira muito conveniente de representar sua persona, pois a canadense procura revelar muito pouco de sua vida pessoal por acreditar que sua música deva falar por si mesma. Allie é misteriosa e discreta, ainda assim intrigante e fascinante. Apesar de sua idade ser de domínio público, sempre se refere à ela como “vinte-alguma-coisa”.

Sua carreira começou por volta de 2006, aos 21 anos, cantando em programas de talento no Canadá quando ainda atendia por Allie Hughes, mas foi apenas após a incrível “CATCH“, seu single de estreia, que as coisas começaram a ficar interessantes e aderiu o X em seu nome artístico.

Katy Perry descobriu a faixa no Soundcloud logo na época em que Allie estava procurando uma plataforma para lançar suas músicas e com um simples tweet, dizendo que “Catch” era seu “SPRING-JAM”, atraiu diversos fãs de música pop interessados em entender mais sobre a moça. <3 Thanks, Mom!

My hands are tied behind my back. I’m paralyzed, my heart attacks. It seemed to me you were the one, turns out you shot me up for fun. Thought you got away with murder, left me at a loss for the words. Just wait until I catch my breath.

Mesmo tendo seu rosto revelado no videoclipe de estreia, Allie ainda se sente desconfortável revelando partes de seu corpo, geralmente sendo vista em público com óculos de sol extravagantes ou com peças e manifestações artísticas cobrindo seu rosto, como na capa de seu primeiro EP, CollXtion I.

Falando nele, ainda que o X seja representado no meio do nome, a pronúncia correta é “collection”, de coleção. Ele é o primeiro de uma série que Allie pretende lançar com músicas que representam uma experiência multimídia com recursos musicais e visuais para que seus fãs criem suas próprias artes, simbolizando o que o X representa para eles. O primeiro foi lançado em 2015, contém oito músicas e Allie já adiantou que o segundo está a caminho. Inclusive, durante todo o ano de 2016 ela esteve compondo e produzindo as músicas que farão parte da segunda coleção. Lançando no Spotify semanalmente uma ou duas demos, aos fãs atribuiu o desafio de a ajudarem a escolher qual música deveria ser finalizada e lançada no CollXtion II; o projeto foi chamado de “ɄNSOLVED“.

allie-x-and-troye-sivan-collxtion-ii-unsolved-aqueleclichecombr

Por seu talento como compositora, Allie tem co-escrito músicas com diversos cantores em Los Angeles. Seu trabalho mais notável até então foi com Troye Sivan, tendo ajudado a compor 7 das 10 músicas de seu álbum debut, Blue Neighbourhood, entre elas o smash hit “Youth”.

Em pouco tempo, Allie X se tornou uma das melhores cantoras de synth-pop da atualidade. Suas músicas transitam por temas bastante relacionáveis. A ensolarada “Hello” fala sobre a descoberta de uma nova paixão após ter desistido do amor e aceitado que ele nunca a encontraria. Desse sentimento, “Sanctuary” ainda bebe da mesma fonte, falando sobre sempre procurar seu amor como um abrigo quando tudo parece perdido. “Prime” e “Good“, embora musicalmente sejam diferentes, abordam o mesmo tema; a primeira, animada e festiva, fala sobre juventude e a dificuldade em aceitar o que se vê no espelho e a segunda é mais obscura, faz alusão a depressão e suicídio pelos mesmos motivos. Em todas as suas música, Allie utiliza metáforas e termos médicos para explicar um certo tipo de sentimento, é em “Tumor” que o assunto é mais explícito. Ela compara um relacionamento que já se tornou tão ruim e grotesco com um tipo de tumor, do qual ela precisará de uma cirurgia para tira-lo de seu corpo. Vale a pena destacar as incríveis “Never Enough” e “CATCH” e fingir que não existe a música mais sem graça de seu repertório (mas é amadíssima pela fanbase por algum motivo que eu ainda não entendi), “Bitch“.

If I win the race, will I get the prize? Will I see your face when I close my eyes? When I touched the flame, felt the warning signs. Wish that I had known. Love is… never nough.

FEELING X WITH ALLIE X

No início de Dezembro Allie esteve no Brasil e fez dois shows gratuitos em São Paulo. A cantora se divertiu conhecendo a cultura brasileira, se apaixonou pela música (seus favoritos foram Jaloo, Karol Conká e Ludimilla, as duas últimas aliás, ela fez questão de aprender a letra das músicas hahaha) e mostrou uma vontade enorme de poder voltar com novos trabalhos surpresa pela quantidade de fãs que encontrou no país.

Já posso dizer que me arrependi amargamente de só dar uma chance para o seu som depois disso tudo?

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